segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SÍNTESE DO PROJETO DE APRENDIZAGEM

Finalmente meu grupo consegue chegar ao final de uma pesquisa. Mesmo faltando alguns pontos a serem definidos como um referencial teórico.
Neste processo de aprendizagem destaco como importante o registro e valorização do processo que o grupo percorreu para realizar a pesquisa.
Mesmo já tendo contato com esta ideia num projeto anterior, constato a cada passo como está sendo difícil nos apropriarmos desta metodologia, pois estamos sempre pensando no resultado final ou seja o que iremos descobrir com a pesquisa. Certamente resultado de anos de prática de métodos de ensino que valorizam o resultado final e não a caminhada, o progresso, as mudanças de direção e de opiniões, a construção que o indivíduo realiza durante o percurso.
Várias vezes no grupo, nos chamávamos a um retorno ao que interessava, o processo e não o resultado.
Esta metodologia deixa-me uma ideia muito forte de que preciso exercitar mais ao longo do tempo para absorvê-la melhor, a de que os conteúdos, os assuntos propostos, só tem realmente significado para o professor e o aluno, se houver um acompanhamento através de registros escritos dos momentos de discussão em grupo, das reflexões individuais, enfim, da interação dos envolvidos.

LIBRAS


Enfrentar os desafios de conhecer a cultura dos surdos é proposta pela interdisciplina de Libras do pead. Conhecer este processo é mais um momento para reflexão sobre o diferente, neste caso confesso que esta interdisciplina no primeiro momento auxiliou-me na compreensão de como meu aluno de pré escola, sente-se quando ainda analfabeto pois é como estou em relação a comunicação através de libras, o diferente modo de comunicação que se faz através de gestos, expressões, mímicas e sinais.
Assim como a nossa comunicação possui regras, fonemas, combinações, a da cultura surda também. Talvez conhecê-lo será meu maior desafio neste semestre.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

EMPODERAMENTO

O processo pelo qual os indivíduos adquirem autonomia para poderem decidir sobre questões que lhes dizem respeito, escolher alternativas, ter voz ativa, visibilidade do mundo, capacidade da ação e decisão, isto pode servir como definição da expressão "empowermente" ou "empoderamento".
Empoderamento está próximo da autonomia e é defendido como uma alfabetização radical. è o ponto de partida que possibilita a aqueles que foram silenciados pelas escolas e meios de comunicação, exijam a autoria de suas próprias vidas.
Quando tomo consciência sobre meus direitos e luto por eles, adquiro o poder de decidir pelo melhor para mim e para a sociedade, então posso dizer: tenho o empoderamento. Como educadora tenho que defender e fazer com que aconteça uma educação e uma alfabetização que vise uma leitura de mundo, mundo este sendo um lugar de contradições da realidade e compreender que esta realidade está sempre em constante transformação.
Infelizmente hoje a preocupação em nossas escolas é que precisamos preparar nossos alunos consigam preencher provinhas e apresentem bons resultados estatísticos do interesse do governo. Me parece que temos a troca do empoderamento pelo empobrecimento.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

DIDÁTICA

Realizando e refletindo sobre as atividades da interdisciplina de didática, senti falta de não ter sido criado em mim o hábito de registrar os acontecimentos, procedimentos, conquistas, coisas que não deram certo, frustrações, no meu cotidiano escolar e consequentemente, não fiz isto com meus alunos também. Pois como afirma muito sabiamente Miguel Arroyo (2002, p.124): "As lembranças dos mestres que tivemos podem ter sido nosso primeiro aprendizado como professores. Suas imagens nos acompanham como as primeiras aprendizagens". Mas nunca é tarde para mudanças.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DESAFIOS DA ESCOLA

Uma das dificuldades da escola que é o de conseguir promover uma afinação da linguagem, acredito que deva começar apresentando aos alunos imagens, palavras, portadores de texto como cartazes, embalagens, letreiros, jornais, livros, placas, presentes no seu cotidiano.
Estes inserem naturalmente as crianças no mundo da escrita. Com o contato das crianças com situações do seu universo, gradativamente vai-se inserindo novas situações de aprendizagens, de novos ambientes, onde possa vivenciar experiências significativas de leitura e escrita e ir descobrindo a complexidade deste processo que é o mundo da leitura, escrita e fala.

domingo, 13 de setembro de 2009

LINGUAGEM E EDUCAÇÃO



Letramento e alfabetização há algum tempo faz parte de nossas conversas. Falar, ler e escrever sofre influência dos meios social e cultural, estes definirão as características de cada um, poderá ser formal, sofisticada, coloquial.
Conforme a situação usaremos uma linguagem específica, em um bilhete, uma carta, um discurso. Esta diferenciação encontra-se tanto na comunicação oral como escrita e torna-se muitas vezes complicado entender e trabalhar com nossos alunos por pertencermos a um país rico de culturas, cada uma com suas peculiaridades.
Torna-se uma tarefa imprescindível do professor, colocar os alunos em contato com a existência da língua padrão e a coloquial, bem como as que irão surgindo, como agora a usada nas conversações de grupos de relacionamento através da internet.

EIXO VII - EJA

As descobertas continuam...No sétimo semestre do Pead, estou me apropriando de conhecimentos sobre a EJA: Educação de Jovens e Adultos. Minha ideia inicial era que fosse a mesma coisa que o supletivo, as pessoas estudavam, prestavam provas e recebiam um certificado de conclusão do curso.
Iniciando os estudos através do Parecer CEB 11.2000 – Diretrizes Curriculares da Educação de Jovens e Adultos, vejo que é uma proposta que vai além. Vem reparar uma dívida social com quem por vários motivos não teve ou não concluiu os estudos na escola. Permitindo o acesso dos que tiveram esta interrupção ela assume a função de equalizadora. Esta educação oferecida não tem caráter profissionalizante mas qualificadora por promover um desenvolvimento constante do potencial do ser humano.