quinta-feira, 10 de junho de 2010

RESPOSTAS AOS QUESTIONAMENTOS II

A semana que antecedeu o dia das mães foi toda voltada para elas e culminou com uma homenagem. Cada turma organizou a sua lembrança para ser oferecida a elas e também uma rosa no final da homengem. Esta iniciou com uma reflexão por um padre católico e um pastor evangélico que com muita sabedoria através de músicas e exemplos de mulheres bíblicas, souberem ressaltar o verdadeiro papel das mães, levando a refletir na importância da sua presença junto aos filhos, de saber impor limites e nunca poupar na dose do amor. Ao mesmo tempo, lembravam os filhos da dedicação de suas mães para lhes dar a vida e poder criar com esforços incasáveis e a retribuição dos filhos a tudo isto com muito amor, carinho e respeito.

RESPOSTA AOS QUESTIONAMENTOS I

Durante meu estágio procurei seguir os passos da proposta sócio-interacionista que concebe a aprendizagem como um fenômeno que se realiza na interação com o outro. Segundo Vigotsky, “a aprendizagem deflagra vários processos internos de desenvolvimento mental, que tomam corpo somente quando o sujeito interage com objetos e sujeitos em cooperação. Uma vez internalizados, esses processos tornam-se parte das aquisições do desenvolvimento”. É esta internalização que percebo estar acontecendo com meus alunos, eles interagiram com o objeto do conhecimento, no caso, o mundo da leitura e escrita e estão se apropriando desta aprendizagem.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

INICIANDO O PROJETO DE APRENDIZAGEM

Iniciei os trabalhos do PA com meus alunos, procurei seguir os passos como fizemos no curso. As perguntas não surgiram de um assunto que estamos trabalhando, procurei não interferir nas questões, apenas estimulei as crianças a pensarem perguntas e mais perguntas, aquele era o momento para poderem perguntar tudo que tinham vontade.
Dediquei em torno de trinta a quarenta minutos por dia para falar sobre o projeto, no primeiro dia listei todas as perguntas, no segundo dia escolhemos uma por votação, no terceiro dia falaram o que sabiam e o que gostariam de saber, as certezas e dúvidas. Neste momento mudamos nossa pergunta que inicialmente era “Por que a nuvem chora e cai a chuva?” para “ Como a chuva se forma na nuvem” pois constataram por conhecimentos próprios que a nuvem não pode chorar, se não é gente, não tem boca nem olho.
Mostrei a eles também o wiki criado para a turma. No quarto dia conversamos quais as maneiras que poderíamos encontrar informações mais precisas sobre o assunto. Esse momento precisei fazer um interferência mais consistente porque as soluções achadas ultrapassavam o mundo do irreal, fui interrogando até que percebessem que era impossível observarmos as nuvens usando um avião, ou helicóptero ou uma águia, por não possuirmos um e nem termos acesso.
Aos poucos foram surgindo idéias como pesquisar na internet e em livros.
“Como professores, temos o desafio de criar situações limites para explicações de nossos alunos, quando as consideramos insuficientes, de forma a construir um clima favorável à busca de novas informações." (Giordan, 1996).

quarta-feira, 26 de maio de 2010

CUIDADOS COM A HIGIENE

O trabalho com a higiene é cotidiano com as crianças pequenas. Incentivar as crianças a lavarem as mãos antes de lanchar, depois de brincar na pracinha, depois de usar o banheiro é um prática diária.
Trabalhar dando mais ênfase aos cuidados com sua higiene e consequentemente aos benefícios que trará à sua saúde, tem o objetivo de poder despertar o interesse das crianças e assimilar estes cuidados como um hábito.
É nesta fase da sua vida, quando começa a tomada de consciência de seu próprio corpo que precisa associar os cuidados que deve ter com ele também.

terça-feira, 18 de maio de 2010

AVALIANDO A CAMINHADA

São tantas as preocupações e corre-corre para dar conta de todas as obrigações que não sobra muito tempo para ver se o trabalho está dando resultado ou não. Em meio ao vazio que isto vai gerando é necessário parar um pouco e analisar se os objetivos estão sendo alcançados.
Com meus alunos de pré-escola vou acompanhando dia a dia o crescimento de cada um e consequentemente os frutos do meu trabalho. Às vezes acho que as atividades propostas parecem ser tão simples, como reconhecer as partes do seu corpo, saber a história de seu nome, identificar o lado esquerdo e o direito, saber a importância dos hábitos de higiene e muito mais. Mas quando percebo o crescimento de cada um ao se expressar oralmente, as facilidades que vão desenvolvendo de expressão, me faz acreditar que devo continuar e que o que para nós adultos é tão fácil e simples, para os pequenos faz parte da construção de sua aprendizagem. São etapas necessárias para apropriarem-se das informações e despertar o querer saber mais.

terça-feira, 11 de maio de 2010

O TEMPO É IMPLACÁVEL

O tempo mais uma vez teima em me assombrar. Quanto mais tempo de vida temos, mais podemos refletir e comparar. Refletindo sobre minha situação de estagiária, reportei-me a esta mesma situação há vinte e sete anos, quando estagiava pela primeira vez.
Desde então quantas lutas, e me veio a memória em especial a luta que sempre travei contra o cigarro desde o início. Eram campanhas e esclarecimentos, enfim. Passou um tempo e observava que estava diminuindo o número de jovens com cigarro na mão, em compensação passei a ouvir sobre os usuários de maconha. Nova luta e pensava que era melhor que usassem o cigarro e não a maconha. Em pouco tempo novas drogas e sempre mais devastadoras. Quando ouvi falar na cocaína e seus malefícios, pensava que seria melhor então que usassem a maconha. Agora penso quem sabe não seria menos mal usar a cocaína ao invés do crack.
Penso também que na realidade alimentamos um monstro, pensando em destruí-lo damos cada vez mais condições para que se fortaleça. Enquanto adormece está se alimentando para voltar com as forças redobradas.
Enquanto pensava sobre isto preparava minhas crianças para o dia das mães.
A homenagem realizada às mães pela minha escola, foi um momento de reabastecimento do otimismo, este que teima em me abandonar e deixa no lugar o negativismo. Mas sentir a emoção das mães ao receberem homenagens simples feitas pelos seus filhos, acendeu uma luz de que nem tudo está perdido, enquanto houver o amor de mãe e filhos, haverá soluções para os problemas do mundo. Senti também a importância da escola em promover momentos como estes de reflexão para o papel de mães que as mulheres desempenham, com muitas falhas claro, mais por falta de esclarecimentos do que por falta de amor.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O TEMPO E SEUS VÍCIOS

Estou sentindo que o tempo não está a meu favor. O fato de já estar há muitos anos em sala de aula é claro que me trás vantagens, mas também inúmeras desvantagens e uma delas são os vícios que adquiri durante a caminhada e que teimam em se sobressair. Preciso me policiar constantemente e deixar meus alunos pensarem por si, descobrirem suas respostas sozinhos, mas minha pressa em ver tudo para ontem, acaba atropelando os pequenos.
Fiz um esforço enorme para não dar as respostas durante a atividade de seriação em que usei uma jarra com líquido sendo derramado aos poucos num copo e os alunos deveriam pintar no desenho as etapas. Depois deveriam organizar na sequência. Alguns alunos conseguiram organizar quase que imediatamente, outros precisaram de questionamentos para poderem fazer a correlação.
Para um professor mais jovem talvez seja mais tranquilo aceitar este tempo do aluno. Não está tão impregnado em sua prática e condicionado a ver resultados imediatos, é mais fácil entender que o que é importante é o processo mental pelo qual a criança está passando e não até onde chegará.