quarta-feira, 23 de setembro de 2009

DIDÁTICA

Realizando e refletindo sobre as atividades da interdisciplina de didática, senti falta de não ter sido criado em mim o hábito de registrar os acontecimentos, procedimentos, conquistas, coisas que não deram certo, frustrações, no meu cotidiano escolar e consequentemente, não fiz isto com meus alunos também. Pois como afirma muito sabiamente Miguel Arroyo (2002, p.124): "As lembranças dos mestres que tivemos podem ter sido nosso primeiro aprendizado como professores. Suas imagens nos acompanham como as primeiras aprendizagens". Mas nunca é tarde para mudanças.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DESAFIOS DA ESCOLA

Uma das dificuldades da escola que é o de conseguir promover uma afinação da linguagem, acredito que deva começar apresentando aos alunos imagens, palavras, portadores de texto como cartazes, embalagens, letreiros, jornais, livros, placas, presentes no seu cotidiano.
Estes inserem naturalmente as crianças no mundo da escrita. Com o contato das crianças com situações do seu universo, gradativamente vai-se inserindo novas situações de aprendizagens, de novos ambientes, onde possa vivenciar experiências significativas de leitura e escrita e ir descobrindo a complexidade deste processo que é o mundo da leitura, escrita e fala.

domingo, 13 de setembro de 2009

LINGUAGEM E EDUCAÇÃO



Letramento e alfabetização há algum tempo faz parte de nossas conversas. Falar, ler e escrever sofre influência dos meios social e cultural, estes definirão as características de cada um, poderá ser formal, sofisticada, coloquial.
Conforme a situação usaremos uma linguagem específica, em um bilhete, uma carta, um discurso. Esta diferenciação encontra-se tanto na comunicação oral como escrita e torna-se muitas vezes complicado entender e trabalhar com nossos alunos por pertencermos a um país rico de culturas, cada uma com suas peculiaridades.
Torna-se uma tarefa imprescindível do professor, colocar os alunos em contato com a existência da língua padrão e a coloquial, bem como as que irão surgindo, como agora a usada nas conversações de grupos de relacionamento através da internet.

EIXO VII - EJA

As descobertas continuam...No sétimo semestre do Pead, estou me apropriando de conhecimentos sobre a EJA: Educação de Jovens e Adultos. Minha ideia inicial era que fosse a mesma coisa que o supletivo, as pessoas estudavam, prestavam provas e recebiam um certificado de conclusão do curso.
Iniciando os estudos através do Parecer CEB 11.2000 – Diretrizes Curriculares da Educação de Jovens e Adultos, vejo que é uma proposta que vai além. Vem reparar uma dívida social com quem por vários motivos não teve ou não concluiu os estudos na escola. Permitindo o acesso dos que tiveram esta interrupção ela assume a função de equalizadora. Esta educação oferecida não tem caráter profissionalizante mas qualificadora por promover um desenvolvimento constante do potencial do ser humano.

domingo, 12 de julho de 2009

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA

As atividades do sexto semestre do curso de Pedagogia a distância da Ufrgs chegaram ao final, mas os questionamentos e reflexões continuam.

O filme que assisti para realizar a síntese final do eixo VI: “Entre os muros da escola”, continua me assombrando com suas cenas conflitantes, mas reais do cotidiano das nossas escolas e salas de aula.

Entre saber que conflitos existem e vê-los explicitamente existe uma grande distância. Então ao ver o filme, o choque é causado.

Normalmente tudo o que acontece principalmente de ruim ou negativo é atribuído aos professores e no filme não ocorre diferente, o centro de todas as desavenças são jogadas para o professor. Realmente, ele não consegue lidar com tantas diferenças e interesses ao mesmo tempo.

Vejamos, a escola como uma instituição educacional, elabora normas de disciplina, currículo, grade de avaliação, lista de conteúdos. Os pais matriculam seus filhos lá e esperam que os professores curem seus traumas, superem suas deficiências, conheçam seus anseios, os tornem cidadãos civilizados e educados. Os alunos querem mais do que o mundo já lhes oferece, sempre novidades, tudo imediato, a vontade de cada um deve prevalecer.

E o professor, ah, a este resta pouco, deve colocar em prática todos os planos da escola e garantir seu pleno êxito. Conhecer seus alunos muito profundamente, auxiliando-os a superarem seus traumas (construídos desde a gestação), dificuldades de relacionamentos, aprendizagens, torná-los críticos ( mesmo quando a própria escola depois não agüenta e os classifica como delinqüentes).

Aliás desenvolver a criticidade não parece ser muito difícil, o difícil é aprender aceitar as críticas.

Com os alunos o professor deve ser mágico, palhaço, artista, médico, psicólogo, pintor, dançarino, comediante, ilusionista, técnicos em tudo, escritor, e mais uma infinidade de designações. Mas estará ainda muito aquém do que é esperado e do que se imagina ser um bom professor, estará sempre ultrapassado, porque o mundo além dos muros da escola corre rápido demais. Não tem a preocupação de formar ninguém, isto é tarefa do professor.

O mundo precisa desenvolver-se, superar-se, destruir-se. E espera do professor uma solução para o que atrapalha seu caminho.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

QUESTÕES ÉTNICAS E RACIAIS

Considerações finais sobre Questões Étnicas e Raciais

Marilene Paré afirma que a escola é o local onde mais são criados os pré-conceitos então é também onde podem ser quebrados, não se omitindo de trazer à tona abordagens étnicas raciais.

Trazendo a beleza da diversidade do povo brasileiro para os currículos escolares, tratando-os com seriedade, evitando a disseminação da discriminação.

A cultura e tradições afro e indígenas, devem ser resgatadas de maneira a serem valorizadas, excluindo terminologias pejorativas, permitindo que os alunos possam olhar para si mesmos e terem orgulho de sua etnia e não negá-la.

Isto é possível com uma formação e conscientização de professores que possam trabalhar estas questões com conhecimento e segurança da beleza histórica e cultural destes povos.

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Considerações finais sobre Psicologia

Piaget foi nosso grande companheiro neste eixo VI.

Através de sua teoria da Epistemologia Genética que, acreditava que a aprendizagem acontece a partir da ação do sujeito sobre o objeto, sendo que essa ação pode ser física ou mental, procurei analisar minha prática docente de sala de aula.

Após constatar uma prática empirista, ou seja, aquela que acredita que o conhecimento é transmitido pelo professor ao aluno, tenho refletido muito sobre a teoria Piagetiana que estuda de que maneira acontece a aprendizagem e como se desenvolve no sujeito.

Chamada também de interacionista pela interação que deve haver entre o sujeito e o objeto, provando que o conhecimento é algo construído pelo sujeito, na sua ação sobre o objeto de conhecimento, e não se dá a aprendizagem se não houver estruturas necessárias para que esse sujeito seja autor de sua construção.

É pela ação do sujeito que o conhecimento é construído. Por isso, procuro fazer da minha sala de aula um ambiente prazeroso, interativo, investigativo, que instigue a curiosidade dos alunos e que faça com que se sintam parte de uma história construída em conjunto, onde cada um desenvolve o seu papel, construindo seu próprio conhecimento.

Não será de uma hora para outra mas é um início. A assimilação já houve, diria que estou num processo de acomodação destes conhecimentos para promover um equilíbrio, a construção do meu próprio conhecimento.