Muitas coisas faria diferente, esta foi a principal ideia que me acompanhava durante a revisita aos nove eixos do pead. Observei um crescimento em minhas reflexões e escrita desde o início. As ideias foram tornando-se mais coesas, menos abstratas. No início observei que não conseguia apresentar argumentos e evidências claras, fui crescendo aos poucos neste exercício proposto pelo Seminário Integrador.
A apresentação dos trabalhos também foi um crescente. Comecei com postagens de apenas respostas, depois acrescentei uma introdução para esclarecer sobre o que estava falando, comecei a usar cabeçalho completo de identificação. Comecei a usar uma introdução sobre o que se tratava o trabalho. Algumas postagens não tinham uma ideia de conclusão, no final já notei esta preocupação em dar um fechamento ao assunto.
Senti muita falta de não ter feito o exercício de usar as referências bibliográficas durante o curso em meus trabalhos, fiz apenas alguns pequenos ensaios, e isto me fez falta agora na construção do TCC por não achar a fonte de onde tinha tirado uma ideia de determinado autor. Piaget e Paulo Freire que foram os mais usados, gastei mais tempo procurando o texto. O diálogo com os autores também achei que deixaram a desejar em minhas postagens, poderia ter relacionado mais minha prática pedagógica com o que eles dizem.
Mas enfim tudo é um aprendizado, não teria chegado até aqui se não tivesse começado e se já soubesse tudo não teria necessidade de fazer o curso. Vi que sou capaz de ir mais além. Confesso que estou ansiosa para fazer um curso de pós-graduação e continuar crescendo. Certamente minhas produções terão um nível bem mais elaborado depois desta caminhada no curso de Pedagogia e das orientações valiosíssimas recebidas dos professores e tutores.
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domingo, 21 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
TERCEIRA POSTAGEM DE NOVEMBRO - EIXO IX
A construção do trabalho de conclusão (TCC) do Curso Licenciatura em Pedagogia da Ufrgs aconteceu no nono semestre. Minha questão inicial da pesquisa seria sobre os limites na Educação Infantil, depois por orientação de minha supervisora do TCC, resolvi investigar sobre a construção da autoridade do professor em sala de aula. Embasei a pesquisa principalmente nos autores Paulo Freire, François Dubet, Yves de La Taille. Nesta construção, muitas perguntas e dúvidas que me preocupavam a respeito da às vezes tão difícil relação professor e aluno, ganharam um novo olhar. Eu comecei a refletir sobre como meu aluno está me vendo, que reações minhas atitudes provocam nele, qual o grau de credibilidade, afetividade e segurança do que estou fazendo, passo para ele. Estes três conceitos senti estarem interligados entres os autores que li para fazer o trabalho.
Sob a orientação de minha supervisora fui muitas vezes advertida para não fazer “generalizações”, esta palavra vou levar comigo por muito tempo, ou generalizando, para sempre. Tornou-se um compromisso meu em muitos dos meus pensamentos, julgamentos e avaliações ver de diversos ângulos, tentar me colocar na terceira margem como fala Guimarães Rosa. Realmente para fazer uma pesquisa e mostrar seus resultados é necessário cuidado para não generalizar e tentar manter a imparcialidade. Comecei a observar isto também na escrita dos autores e percebi uma competência deles para conseguir colocar uma ideia muito importante, mas de maneira sutil, sem agredir o próprio leitor.
Sob a orientação de minha supervisora fui muitas vezes advertida para não fazer “generalizações”, esta palavra vou levar comigo por muito tempo, ou generalizando, para sempre. Tornou-se um compromisso meu em muitos dos meus pensamentos, julgamentos e avaliações ver de diversos ângulos, tentar me colocar na terceira margem como fala Guimarães Rosa. Realmente para fazer uma pesquisa e mostrar seus resultados é necessário cuidado para não generalizar e tentar manter a imparcialidade. Comecei a observar isto também na escrita dos autores e percebi uma competência deles para conseguir colocar uma ideia muito importante, mas de maneira sutil, sem agredir o próprio leitor.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
SEGUNDA POSTAGEM DE NOVEMBRO - EIXO VIII
O eixo VIII do curso de Pedagogia da UFRGS, foi dedicado à realização do estágio supervisionado o qual realizei com uma turma de pré-escola na Escola Estadual Emílio Tarragô , no município de Capão da Canoa. Meu trabalho docente procurou seguir a proposta sócio-interacionista, abordada por Vigotsky e Jean Piajet. Ambos destacam que o conhecimento é construído pelo sujeito. Na essência de suas obras entendo claramente uma referência à formação de sujeitos políticos, autônomos e emancipados o que requer um fazer pedagógico que vai das atividades espontâneas dos indivíduos às suas reconstruções do objeto do conhecimento a partir da sua relação com o mais experiente, no caso aqui a autoridade do professor.
Esta prática pode ser confirmada ao trabalhar com os Projetos de Aprendizagens (PA) onde pude evidenciar efetivamente o contato das crianças e interação com o objeto de conhecimento, levando para novas descobertas. Esta interação delas com o objeto do conhecimento, realmente é capaz de desenvolver sua autonomia, depois da conclusão de nossa pesquisa, eles se deram conta que poderiam também pesquisar sobre outros assuntos.
Minha função neste processo como professora foi de mediadora e não de detentora do saber, eu abri os espaços, orientei na escolha dos materiais, mostrei os caminhos e fui questionando durante o processo para que os alunos percebessem se estavam no caminho certo ou não, articulando entre os alunos as formas de trabalho, os objetivos, os interesses, cuidando para que o ambiente de trabalho fosse propício e harmonioso e ajudando a providenciar os recursos para a pesquisa. Como os alunos ainda não escrevem, eu organizava e registrava todas as falas e descobertas da turma.
Destaco o trabalho com o PA como a principal atividade que levou a me apropriar de uma metodologia que valoriza o processo e não apenas o resultado final. Ofereceu um suporte de como trabalhar as diferenças por incluir a todos os alunos e exercitar constantemente o respeito a opinião do outro. Este exercício deixou-me com mais autoridade sobre o assunto de projetos, que era um desafio e precisava enfrentar e de acordo com Piaget o novo desacomoda, desequilibra para que depois haja a assimilação, acomodação dos dados e a transformação em novos conhecimentos.
Esta prática pode ser confirmada ao trabalhar com os Projetos de Aprendizagens (PA) onde pude evidenciar efetivamente o contato das crianças e interação com o objeto de conhecimento, levando para novas descobertas. Esta interação delas com o objeto do conhecimento, realmente é capaz de desenvolver sua autonomia, depois da conclusão de nossa pesquisa, eles se deram conta que poderiam também pesquisar sobre outros assuntos.
Minha função neste processo como professora foi de mediadora e não de detentora do saber, eu abri os espaços, orientei na escolha dos materiais, mostrei os caminhos e fui questionando durante o processo para que os alunos percebessem se estavam no caminho certo ou não, articulando entre os alunos as formas de trabalho, os objetivos, os interesses, cuidando para que o ambiente de trabalho fosse propício e harmonioso e ajudando a providenciar os recursos para a pesquisa. Como os alunos ainda não escrevem, eu organizava e registrava todas as falas e descobertas da turma.
Destaco o trabalho com o PA como a principal atividade que levou a me apropriar de uma metodologia que valoriza o processo e não apenas o resultado final. Ofereceu um suporte de como trabalhar as diferenças por incluir a todos os alunos e exercitar constantemente o respeito a opinião do outro. Este exercício deixou-me com mais autoridade sobre o assunto de projetos, que era um desafio e precisava enfrentar e de acordo com Piaget o novo desacomoda, desequilibra para que depois haja a assimilação, acomodação dos dados e a transformação em novos conhecimentos.
domingo, 31 de outubro de 2010
PRIMEIRA POSTAGEM DE NOVEMBRO - EIXO VII
No VII semestre do curso de Pedagogia da UFRGS, as interdisciplinas me trouxeram pontos importantes para refletir e alguns me mostraram a ideia errada que fazia sobre o assunto. A respeito de educação de jovens e adultos, EJA, enfatiza a prioridade a uma aprendizagem construída pelos alunos num espaço de troca de conhecimento e estímulo, ponto fundamental que defende o educador Paulo Freire. Desconstrui a ideia anterior que achava que a educação de adultos visava apenas estudar, prestar provas e receber um certificado de conclusão do curso.
Esta educação oferecida não tem caráter profissionalizante mas qualificadora por promover um desenvolvimento constante do potencial do ser humano. Didática Planejamento e Ação trouxe o pai da Didática: Comênio como o educador que lutou por grandes mudanças na maneira de organização pedagógica da escola e das lutas que movem os educadores desde tempos mais antigos até os atuais, ou seja, uma escola capaz de atender a todos que dela necessitarem, não importando, idade, sexo, situação econômica, social e cultural.
Comênio no século XVII já idealizava uma escola que levasse em conta as diferenças dos seres humanos e que por isso fosse capaz de fazer com que todos vivessem em harmonia e suas diferenças respeitadas.
A interdisciplina de Libras mostrou que assim como a nossa comunicação possui regras, fonemas, combinações, a da cultura surda também tem suas regras próprias e a importância da busca do conhecimento desta cultura do surdo bem como o planejamento de ações de parte do governo e da escola para que exista um trabalho utilizando materiais e métodos que ofereçam melhores condições para aprimorar seus conhecimentos, buscando um crescimento como cidadão.
Linguagem e Educação abordou uma das dificuldades da escola que é o de conseguir promover uma afinação da linguagem, uma maneira é apresentar aos alunos imagens, palavras, portadores de texto como cartazes, embalagens, letreiros, jornais, livros, placas, presentes no seu cotidiano a fim de inserir naturalmente as crianças no mundo da escrita. Com o contato das crianças com situações do seu universo, gradativamente vai-se inserindo novas situações de aprendizagens, de novos ambientes, onde possa vivenciar experiências significativas de leitura e escrita e ir descobrindo a complexidade deste processo que é o mundo da leitura, escrita e fala.
Neste eixo pude finalmente concluir uma pesquisa passando assim por todos os passos de um Projeto de Aprendizagem (PA). Como professora eu não teria autoridade (tema do meu TCC) para trabalhar com meus alunos se não tivesse vivenciado estes momentos, sempre valorizando a caminhada, o progresso, as mudanças de direção e de opiniões, a construção que o indivíduo realiza durante o percurso e não apenas o resultado final.
As ideias centrais que ficaram foram: a importância do conhecimento da cultura para construir um planejamento que permita ao aluno ler o mundo e depois transformá-lo como fala Paulo Freire. Isso sem dúvida exige do professor estar diante do aluno com autoridade a fim de de o levar a construção de sua autonomia.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
TERCEIRA POSTAGEM DE OUTUBRO - EIXO VI
Lidar com as diferenças, dar o direito do outro ser diferente, a beleza está no diferente, estas foram ideias sempre presentes no eixo VI do Pead. Concordo com Marilene Paré quando afirma que a escola está despreparada para trabalhar questões de diversidades. A discriminação existe, a escola é o ambiente onde mais são vivenciados estes atos. A escola acaba contribuindo para a construção de uma imagem destrutiva de si mesmo ao invés de ajudar na construção de uma identidade de autonomia.
A interdisciplina Questões Étnicas e Raciais fez pensar na construção da identidade, na ideia que fazemos de nós mesmos, que criamos conforme nossas memórias e mitos, que sofre mudanças de acordo com novas experiências que surgem e vivenciamos. A escola tem seu papel importante para contribuir na identidade, formando gerações afirmativas, trabalhando também com a diversidade, pois é ali que se congregam os diversos tipos de etnias, classes sociais e culturas, chamando atenção para o diferente na imagem física e também de comportamentos, mostrando à criança que cada um vem de uma família distinta, com seus valores, cultura, religiosidade e capacidades, mas que no espaço escolar todos precisam respeitar estas diferenças e conviver da melhor forma possível.
Na interdisciplina de Educação Especial ficou claramente definido que o que consideramos uma deficiência no outro é na verdade uma maneira diferente do sujeito estar no mundo, onde cada um apresenta seu tempo e sua maneira de expressar o que conhece e sabe fazer. Ninguém respeita algo que não conhece, por isso é da escola o papel de trabalhar e despertar a percepção e a consciência de seus integrantes para a diversidade que compõem os grupos familiares ou de convivência.
Através de autores como Marilene Paré, Piaget, fui observando uma tomada de consciência importante em relação ao papel do educador - aquele que se propõe educar, levar o outro a crescer, a aprender. Quando existe esta consciência, o professor age com mais autoridade com seu aluno, porque ele está seguro do que está fazendo, então permite que seu aluno seja autônomo, faça escolhas e tome decisões.
De acordo com o que foi visto na interdisciplina de Psicologia, que abordou a teoria de Piaget, a aprendizagem ocorre quando aluno e professor interagem, trocam experiências, informações e questionamentos. O ensino deve acontecer de acordo com a realidade de cada um, considerando e respeitando os seus limites e dificuldades, oportunizando ao aluno o direito de criticar, de dialogar, discordar ou concordar, de ouvir e de falar, de ver com seus próprios olhos. Diante disso a metodologia dos Projetos de Aprendizagens, trabalhada pelo Seminário Integrador, ofereceu um suporte de como trabalhar as diferenças, trazendo uma proposta para trabalhar com PAs por incluir a todos os alunos, partindo daquilo que lhes interessa, que aguça a sua curiosidade, que acolhe e que respeita o tempo de cada um.
A interdisciplina Questões Étnicas e Raciais fez pensar na construção da identidade, na ideia que fazemos de nós mesmos, que criamos conforme nossas memórias e mitos, que sofre mudanças de acordo com novas experiências que surgem e vivenciamos. A escola tem seu papel importante para contribuir na identidade, formando gerações afirmativas, trabalhando também com a diversidade, pois é ali que se congregam os diversos tipos de etnias, classes sociais e culturas, chamando atenção para o diferente na imagem física e também de comportamentos, mostrando à criança que cada um vem de uma família distinta, com seus valores, cultura, religiosidade e capacidades, mas que no espaço escolar todos precisam respeitar estas diferenças e conviver da melhor forma possível.
Na interdisciplina de Educação Especial ficou claramente definido que o que consideramos uma deficiência no outro é na verdade uma maneira diferente do sujeito estar no mundo, onde cada um apresenta seu tempo e sua maneira de expressar o que conhece e sabe fazer. Ninguém respeita algo que não conhece, por isso é da escola o papel de trabalhar e despertar a percepção e a consciência de seus integrantes para a diversidade que compõem os grupos familiares ou de convivência.
Através de autores como Marilene Paré, Piaget, fui observando uma tomada de consciência importante em relação ao papel do educador - aquele que se propõe educar, levar o outro a crescer, a aprender. Quando existe esta consciência, o professor age com mais autoridade com seu aluno, porque ele está seguro do que está fazendo, então permite que seu aluno seja autônomo, faça escolhas e tome decisões.
De acordo com o que foi visto na interdisciplina de Psicologia, que abordou a teoria de Piaget, a aprendizagem ocorre quando aluno e professor interagem, trocam experiências, informações e questionamentos. O ensino deve acontecer de acordo com a realidade de cada um, considerando e respeitando os seus limites e dificuldades, oportunizando ao aluno o direito de criticar, de dialogar, discordar ou concordar, de ouvir e de falar, de ver com seus próprios olhos. Diante disso a metodologia dos Projetos de Aprendizagens, trabalhada pelo Seminário Integrador, ofereceu um suporte de como trabalhar as diferenças, trazendo uma proposta para trabalhar com PAs por incluir a todos os alunos, partindo daquilo que lhes interessa, que aguça a sua curiosidade, que acolhe e que respeita o tempo de cada um.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
SEGUNDA POSTAGEM DE OUTUBRO - EIXO V
Ser professor não se configura apenas em estar em sala de aula diretamente trabalhando com seu aluno. Este trabalho acontece numa instituição pública e existe uma estrutura política que a sustenta. O professor precisa estar bem informado sobre como funciona.
O eixo V do Pead aprofundou estas informações através das interdisciplinas. Organização e Gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental mostraram as normas e leis que regem o Estado e a Educação para uma Gestão Democrática. Dentro desta gestão está o Projeto Político Pedagógico que deve expressar os desejos da comunidade escolar, o Regimento que direciona como organizar a escola e o Currículo que dá sentido, mostra o caminho, organiza a escola para que aconteça a aprendizagem.
O conhecimento da Constituição, principalmente no que se refere à educação, mostrou como as esferas de governo se organizam na gestão do país procurando dar autonomia a cada uma, mas ao mesmo tempo não perdendo a unidade entre elas. Da mesma forma como deve acontecer na escola, todos participam, dão idéias e sugestões, mas sempre voltados e sem contrariar o que rege nossa lei maior, no caso a lei n° 9.394 de Diretrizes e Base.
Estas interdisciplinas mostraram a urgência de informações para que assim as mudanças comecem a ocorrer de baixo para cima e não o contrário como vem acontecendo.
A função do educador é fazer história, transformando o educando em uma personalidade viva, capaz de mudar a si mesmo e a natureza, acrescentando algo de bom, podendo optar entre o que é bom ou ruim. Aí está a autonomia que leva a construção da autoridade.
O eixo V do Pead aprofundou estas informações através das interdisciplinas. Organização e Gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental mostraram as normas e leis que regem o Estado e a Educação para uma Gestão Democrática. Dentro desta gestão está o Projeto Político Pedagógico que deve expressar os desejos da comunidade escolar, o Regimento que direciona como organizar a escola e o Currículo que dá sentido, mostra o caminho, organiza a escola para que aconteça a aprendizagem.
O conhecimento da Constituição, principalmente no que se refere à educação, mostrou como as esferas de governo se organizam na gestão do país procurando dar autonomia a cada uma, mas ao mesmo tempo não perdendo a unidade entre elas. Da mesma forma como deve acontecer na escola, todos participam, dão idéias e sugestões, mas sempre voltados e sem contrariar o que rege nossa lei maior, no caso a lei n° 9.394 de Diretrizes e Base.
Estas interdisciplinas mostraram a urgência de informações para que assim as mudanças comecem a ocorrer de baixo para cima e não o contrário como vem acontecendo.
A função do educador é fazer história, transformando o educando em uma personalidade viva, capaz de mudar a si mesmo e a natureza, acrescentando algo de bom, podendo optar entre o que é bom ou ruim. Aí está a autonomia que leva a construção da autoridade.
domingo, 3 de outubro de 2010
PRIMEIRA POSTAGEM DE OUTUBRO - EIXO IV
O espaço e o tempo foram o tema principal discutido no quarto eixo do pead.
Demos início ao Projeto Aprendizagem. Vimos como nossas crianças vêem o mundo e o representam através dos Estudos Sociais, Ciências e da Matemática. Esta representação depende de cada um e do meio em que vive, das suas experiências, de sua cultura. Nas crianças pequenas a ordem seqüencial e cronológica dos fatos está ainda muito confusa e desordenada.
O trabalho abordado por estas interdisciplinas mostrou maneiras diferentes de trabalhar estas noções, despertando para a inserção da criança de forma consciente no seu grupo social e gradativamente à grupos maiores. A autora Maria Aparecida Bergamaschi (interdisciplina de Estudos Sociais), ressalta que: “Para constituírem-se cidadãos é necessário o domínio de categorias e conceitos que permitam compreender e intervir no mundo”. Aqui relaciono ao tema do meu TCC: Autoridade. Esta é a missão do educador, fazer com que a criança quebre a resistência a mudanças e vá assimilando outras maneiras de pensar, agir e construir aos poucos sua própria autonomia e autoridade. Percebendo os cuidados com o espaço onde vive e as conseqüências do desequilíbrio causado pelo homem.
A criança é um ser social que está inserida num espaço, num determinado tempo, precisa ter a percepção de si mesma, dos objetos que a cerca, para poder agir de maneira a cuidar e preservar o meio ambiente.
Nestas descobertas irão despertando aos poucos a conscientização de fatos que acontecem além de seu mundo e aumenta a capacidade de compreender o tempo passado e futuro.
A proposta do Projeto de Aprendizagem que apliquei durante meu estágio no eixo oito, com os alunos de pré, onde puderam fazer perguntas, decidir o que gostariam de pesquisar, buscar as informações, criar suas hipóteses e chegar a suas próprias conclusões, é uma maneira de contribuir para a construção desta autonomia e autoridade e acredito estar dentro desta linha pedagógica pois foi preciso partir da realidade e dos interesses da criança, de forma integrada, mas com o olhar voltado para as coisas que estão acontecendo no mundo ao seu redor, não dando-lhes respostas prontas, mas ensinando-lhes a descobrir conceitos que permitam a compreender e intervir no mundo.
Demos início ao Projeto Aprendizagem. Vimos como nossas crianças vêem o mundo e o representam através dos Estudos Sociais, Ciências e da Matemática. Esta representação depende de cada um e do meio em que vive, das suas experiências, de sua cultura. Nas crianças pequenas a ordem seqüencial e cronológica dos fatos está ainda muito confusa e desordenada.
O trabalho abordado por estas interdisciplinas mostrou maneiras diferentes de trabalhar estas noções, despertando para a inserção da criança de forma consciente no seu grupo social e gradativamente à grupos maiores. A autora Maria Aparecida Bergamaschi (interdisciplina de Estudos Sociais), ressalta que: “Para constituírem-se cidadãos é necessário o domínio de categorias e conceitos que permitam compreender e intervir no mundo”. Aqui relaciono ao tema do meu TCC: Autoridade. Esta é a missão do educador, fazer com que a criança quebre a resistência a mudanças e vá assimilando outras maneiras de pensar, agir e construir aos poucos sua própria autonomia e autoridade. Percebendo os cuidados com o espaço onde vive e as conseqüências do desequilíbrio causado pelo homem.
A criança é um ser social que está inserida num espaço, num determinado tempo, precisa ter a percepção de si mesma, dos objetos que a cerca, para poder agir de maneira a cuidar e preservar o meio ambiente.
Nestas descobertas irão despertando aos poucos a conscientização de fatos que acontecem além de seu mundo e aumenta a capacidade de compreender o tempo passado e futuro.
A proposta do Projeto de Aprendizagem que apliquei durante meu estágio no eixo oito, com os alunos de pré, onde puderam fazer perguntas, decidir o que gostariam de pesquisar, buscar as informações, criar suas hipóteses e chegar a suas próprias conclusões, é uma maneira de contribuir para a construção desta autonomia e autoridade e acredito estar dentro desta linha pedagógica pois foi preciso partir da realidade e dos interesses da criança, de forma integrada, mas com o olhar voltado para as coisas que estão acontecendo no mundo ao seu redor, não dando-lhes respostas prontas, mas ensinando-lhes a descobrir conceitos que permitam a compreender e intervir no mundo.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
SETEMBRO - SEMANA IV
As leituras e discussões dos três primeiros eixos do curso do Pead, me levaram a adotar uma nova postura como educadora que prepara para a alfabetização e promove momentos em que os alunos sejam agentes de transformações do mundo e construtores de seu próprio conhecimento como destaca Paulo Freire.
O uso de referenciais teórico para embasar minhas produções e reflexões foi um excelente exercício de integração da prática com a teoria. Um desafio que me possibilitou maior crescimento no campo profissional e pessoal e que muito tem facilitado na escrita do meu trabalho de conclusão.
As reflexões me permitiram ver o que está dando certo e o que precisa ser modificado, descobrir elementos para redirecionar o planejamento e minhas ações. Uma das descobertas que fiz foi que preciso respeitar mais o tempo de cada criança e não me apressar em dar respostas, elas precisam descobrir por si. Outra descoberta me reporta a uma frase que li na visita a Bienal, na interdisciplina de Artes Visuais, dizia: O visível de tão visível, torna-se invisível. Quando revisitei os dois primeiros eixos, concluí que não encontrei algo que contribuísse para o meu TCC.
No entanto agora vejo a importância desta caminhada para a construção de minha autoridade como professora diante dos alunos, a segurança daquilo que estou fazendo levando ao respeito a liberdade e o despertar da autonomia de cada um.
O uso de referenciais teórico para embasar minhas produções e reflexões foi um excelente exercício de integração da prática com a teoria. Um desafio que me possibilitou maior crescimento no campo profissional e pessoal e que muito tem facilitado na escrita do meu trabalho de conclusão.
As reflexões me permitiram ver o que está dando certo e o que precisa ser modificado, descobrir elementos para redirecionar o planejamento e minhas ações. Uma das descobertas que fiz foi que preciso respeitar mais o tempo de cada criança e não me apressar em dar respostas, elas precisam descobrir por si. Outra descoberta me reporta a uma frase que li na visita a Bienal, na interdisciplina de Artes Visuais, dizia: O visível de tão visível, torna-se invisível. Quando revisitei os dois primeiros eixos, concluí que não encontrei algo que contribuísse para o meu TCC.
No entanto agora vejo a importância desta caminhada para a construção de minha autoridade como professora diante dos alunos, a segurança daquilo que estou fazendo levando ao respeito a liberdade e o despertar da autonomia de cada um.
domingo, 19 de setembro de 2010
SETEMBRO - SEMANA III
O terceiro eixo do Pead, foi talvez o mais marcante durante o curso, pela sua dinâmica e por ser muito prático. Não teríamos como ter uma aula de Música sem cantar e dançar, de Literatura sem ouvir e contar histórias, Artes Visuais sem apreciar uma obra e não sentir vontade de se atrever a ser um pouco artista também, Ludicidade sem brincar, criar brinquedos e brincadeiras, Teatro sem exercitar o lado de dramatização que todos temos, mas que fica escondido.
Todas estas atividades e descobertas foram enriquecidas com reflexões postadas no blog Portfólio de Aprendizagens, sob a orientação do Seminário Integrador sem contar com aplicação prática em minha sala de aula de tudo que vivenciava presencialmente ou on line nas aulas.
Neste semestre comecei realmente “Olhar da terceira margem”, frase tema da 6ª Bienal, do conto de Guimarães Rosa, vi que sala de aula é lugar de brincar, que a música está na alma, que é preciso ter consciência de nosso corpo, que a arte está em toda parte e que refletir é preciso.
Nesta revisita ao eixo, pude fazer um relacionamento com meu assunto do TCC, percebi a importância destas atividades propostas pelas interdisciplinas para contribuir no desenvolvimento da autonomia das crianças, aprendendo a brincar respeitando regras e criando outras, olhando de maneira crítica obras de arte, se expressando tanto na música como na dramatização consciente dos movimentos do corpo.
Para poder ajudar meus alunos nesta construção, eu como professora devo ter autoridade sobre os assuntos, isto é, transmitir credibilidade e segurança do que estou passando, sem ser preciso persuadir ou ameaçar para que realizem o que estou pedindo.
domingo, 29 de agosto de 2010
OS LIMITES DA CRIANÇA NA FAMÍLIA E NA ESCOLA
Como mãe e professora, sempre fui a favor dos limites na formação das crianças. Com o decorrer do tempo e principalmente a partir das reflexões a luz dos grandes teóricos que tive oportunidade de conhecer melhor durante o curso do Pead, questionamentos e dúvidas me fizeram pensar como deve acontecer realmente estes limites.
Trabalho com crianças na faixa etária de cinco anos na pré escola e percebo que eles precisam ampliar seus limites ao entrar em contato com a vida escolar além daqueles já estabelecidos em âmbito familiar.
Percebo também que as famílias por diversas situações que fazem parte do mundo moderno, não estão conseguindo desempenhar a sua função de educar seus filhos e colocá-los em contato com as primeiras situações que exigem limites, é a família quem deveria mostrar em primeira mão que as coisas não acontecem na hora que queremos e como queremos.
Os pais parecem perdidos, não estão encontrando o meio termo para agirem com seus filhos, ou tornam-se autoritários, negligentes ou permissivos demais.
Quando seus filhos chegam à escola, estabelece-se um conflito, eles não tem tudo o que querem na hora desejada, antes não tinham compromissos e responsabilidades e a escola lhes impõem que se usou um brinquedo é preciso colocá-lo novamente no lugar.
Antes de cumprir seu papel de desenvolver a aprendizagem a escola precisa retomar a educação de princípios básicos que supõem-se deveriam ter sido desenvolvidos em casa e adquirido nos primeiros anos de vida que passaram com a família. A psicologia afirma através de seus estudos que a criança forma sua personalidade nos primeiros três ou quatro anos de vida, quando chega na escola aos cinco anos, enfrentamos dificuldades para conseguirmos progressos e fazê-la entender que muitas coisas podemos fazer e muitas outra não. Desde que o ser humano passou a conviver em sociedade, ele precisa conviver com as regras e respeitar o espaço do outro, esta é uma verdade que deve estar clara para todos os sujeitos.
Os pais devem ser os primeiros a mostrar a seus filhos com muito amor e carinho, esta necessidade primordial de convivência. A escola dará continuidade, mostrando um número maior de relacionamentos.
Na falta da construção dos limites, a criança acha que tudo vai cair pronto em suas mãos, quando isso não acontece se irrita e torna-se agressiva. Passa a não gostar e não querer mais ir a escola porque lá as coisa não acontecem como gostaria.
Sendo assim, para tornar o TCC em realidade, pretendo partir dos seguintes questionamentos:
- O que entendemos por limites?
- Qual a real importância de colocarmos limites na educação desde a mais tenra idade das crianças?
- Quais as vantagens e desvantagens na formação delas?
- Qual a maneira correta para os pais colocarem limites sem usarem a violência?
- Quais os perigos para a formação das crianças se forem castigadas severamente ou se não tiverem limites para seus atos?
- O que entendemos por limites?
- Qual a real importância de colocarmos limites na educação desde a mais tenra idade das crianças?
- Quais as vantagens e desvantagens na formação delas?
- Qual a maneira correta para os pais colocarem limites sem usarem a violência?
- Quais os perigos para a formação das crianças se forem castigadas severamente ou se não tiverem limites para seus atos?
Pretendo basear a pesquisa tendo como referenciais teóricos os autores: Tânia Zagury, Anna Freud, Tânia Beatriz Iwaszko Marques, Tânia Ramos Fortuna.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
TCC QUASE UMA REALIDADE
Finalmente o TCC está próximo de se tornar realidade. É chegado também o momento de fazer um passeio reflexivo sobre o que foi visto nas interdisciplinas durante os oito eixos do Pead. Com um olhar procurando algo que ajude na construção do TCC.
Muitos autores importantes vou rever, minhas próprias reflexões e demonstrações de aprendizagens construídas que me permitirão observar a evolução do meu próprio crescimento.
Sem dúvida nenhuma o meu maior crescimento, e digo com certeza, antes de iniciar a visita aos eixos anteriores, é com relação ao uso das tecnologias.
Meu contato com este mundo virtual foi fascinante e continua sempre muito marcante, foram descobertas significativas que me fizeram crescer permitindo estudar, descobrir como funciona, quais as possibilidades, tanto para minha vida como estudante, como profissional e pessoal.
Não para por aí, as descobertas continuam, o mundo se descortina diante de meus olhos. As pessoas mesmo longe se aproximam.
Claro que o contato presencial com as pessoas nunca perderá seu valor, esse encontro não será substituído, mas não posso deixar de valorizar esta ferramenta que permite ter nossa querida professora Nádie nos orientando e falando conosco lá do Texas onde está morando agora. Tão longe geograficamente, mas dentro de minha casa virtualmente.
Muitos autores importantes vou rever, minhas próprias reflexões e demonstrações de aprendizagens construídas que me permitirão observar a evolução do meu próprio crescimento.
Sem dúvida nenhuma o meu maior crescimento, e digo com certeza, antes de iniciar a visita aos eixos anteriores, é com relação ao uso das tecnologias.
Meu contato com este mundo virtual foi fascinante e continua sempre muito marcante, foram descobertas significativas que me fizeram crescer permitindo estudar, descobrir como funciona, quais as possibilidades, tanto para minha vida como estudante, como profissional e pessoal.
Não para por aí, as descobertas continuam, o mundo se descortina diante de meus olhos. As pessoas mesmo longe se aproximam.
Claro que o contato presencial com as pessoas nunca perderá seu valor, esse encontro não será substituído, mas não posso deixar de valorizar esta ferramenta que permite ter nossa querida professora Nádie nos orientando e falando conosco lá do Texas onde está morando agora. Tão longe geograficamente, mas dentro de minha casa virtualmente.
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