segunda-feira, 22 de setembro de 2008

ORGANIZAÇÃO DO ENS. FUNDAMENTAL

Trabalho numa instituição chamada escola e pouco sei sobre a formação de sua estrutura política.

Na interdisciplina Organização do Ensino Fundamental estou vendo realmente como acontece esta organização,os interesses a que atendem e o porque de algumas mudanças.como já tenho 25 anos de profissão, já passei por vários processos e ajudei na formulação do regimento, PPP, currículo e planos de estudo de minha escola. É um processo importantíssimo, mas a participação de quem realmente interessa, ou seja, professores, pais e alunos, ainda é muito restrita. Não existe espaço de tempo previsto no calendário prevendo um estudo mais aprofundado e o resultado é esta quase completa desinformação.

Talvez seja este o desejo da política que demanda de cima para baixo, a desinformação da população alvo.

Para exemplificar trago aqui o que aconteceu há dois anos atrás na minha escola, no final do ano veio a determinação pelos órgãos competentes que deveríamos rever nosso PPP e regimento. Tínhamos poucos dias para ver isto e se não fosse entregue no prazo, a escola sofreria sansões. O que aconteceu? Vimos rapidamente sem poder haver uma reflexão aprofundada onde pudessem ocorrer mudanças significativas.


É urgente o que a professora Isabel falou na última aula presencial: precisamos nos informar melhor do funcionamento da estrutura política da educação para podermos articular de maneira que as mudanças comecem a ocorrer de baixo para cima.


Então fico me perguntando: será que algum dia teremos no Brasil uma educação justa, sem atender interesses desse ou daquele, mas realmente o desenvolvimento do cidadão?


O problema é que ver que está tudo errado, que precisa mudar, todo mundo vê, não precisa de provinha Brasil ou Saers, mas fazer o que para melhorar é difícil saber.

domingo, 21 de setembro de 2008

CURSO DE MÚSICA

Participei do curso de Música, ministrado pelas professoras Daria e Luana da UFRGS com aulas presenciais no Pólo de Três Cachoeiras e a distância.

Eu que pensei jamais poder ter uma boa voz, me surpreendi fazendo parte de um belíssimo coral formado com minhas colegas e regido pelas professoras.

Descobri que se tivesse a oportunidade de ter mais algumas aulas, logo poderia vir a tornar-me uma cantora razoável.

De tudo que consegui captar uma coisa me fez refletir, antes pensava que era só ensinar músicas para as crianças cantarem e pronto, mas vi que a educação está também na música. As crianças necessitam serem educadas a observarem os ritmos, os tons, os pulsos, a melodia. Se não cuidar destes pré-requisitos, estarei desenvolvendo maus hábitos musicais .

Consegui cantar a canção da amizade com meus alunos inclusive fazendo os gestos, ficou lindo. Eles acharam engraçados os exercícios de respiração e de alongamento dos músculos faciais, mas agora não cantam antes de fazê-los.

sábado, 20 de setembro de 2008

NORMAS DISCIPLINARES


A equipe do Seminário Integrador, profª Marie Jane e Nádie, estão nos prestando um grande serviço de orientação, colocando a par das Normas Disciplinares Discentes da Universidade da UFRGS.

Está sendo exigido um comportamento e atitudes condizentes como educandas e com o nome UFRGS que temos a zelar.

São palavras ás vezes duras que precisamos ouvir e nos levarão a ter atitudes acadêmicas e de crescimento pessoal e profissional, nos tornarmos pessoas mais comedidas, sensatas e de responsabilidade com o que nos cerca, a final é para isso que serve a educação.

Fiquei sabendo de regras do Código Disciplinar Discente muito importantes, mas a lição maior foi a diplomacia de minhas professoras ao nos passar o assunto um tanto melindroso com segurança e sabedoria.

AS PERGUNTAS CONTINUAM

O foco deste semestre do Seminário Integrador são os Projetos de Aprendizagem. Eles estão nascendo de uma bateria de perguntas que fizemos individualmente.

Em grupos escolhemos uma pergunta analisando se era produtiva e se propiciaria fazer uma pesquisa.

Meu grupo escolheu a pergunta: Como se fez a primeira fotografia? Por orientação da profª Marie Jane, tentamos relacioná-la ao resgate da história de Arroio Teixeira através de fotos antigas. A temática é como se deu a evolução da fotografia através dos tempos na praia de Arroio Teixeira.

Criamos o grupo para este estudo no webfólio do Rooda

Depois de algumas discussões no grupo, estamos achando que ainda não encontramos um foco realmente interessante para a pesquisa.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Apresentação final _ Eixo IV

No dia dez de julho, os alunos e alunas do Pead, compareceram ao pólo de Três Cachoeiras, para a apresentação da síntese do Portfólio de Aprendizagens do IV semestre.

Foram momentos muito intensos, onde percebia-se a ansiedade e o nervosismo de todos.

Passar por esta apresentação proporcionou mais um grande exercício de troca de experiências e aprendizagens entre os colegas além de exercitar a oralidade, enfrentando o público.

Ao montar minha síntese do portfólio, constatei mais uma vez o auto nível de organização do curso que prevê e realiza um trabalho realmente interdisciplinar.

Todas as quatro interdisciplinas falaram do mesmo assunto: tempo e espaço, sob enfoques diferentes mas ao mesmo tempo interligadas. Para auxiliar minha apresentação, usei um power point com quatro frases onde procurei sintetizar minhas aprendizagens.

“A criança é um ser social” para falar da inserção da criança de forma consciente no seu grupo social e gradativamente à grupos maiores, visto em Estudos Sociais. Dos cuidados com este espaço e as conseqüências do desequilíbrio causado pelo homem, em Ciências. Percepções das formas e medidas dos objetos e de si próprio em Matemática.

“Tudo se completa de algum jeito” Seminário Integrador, propôs a construção de um plano individual de estudos, conseguindo dar um fechamento a todas as interdisciplinas, planejando para que haja uma sintonia com todas as áreas do conhecimento, pois o tempo e o espaço estão sempre presentes em nossas ações.

“Os caminhos são diversos, mas o objetivo final é o mesmo” as interdisciplinas tinham um foco final: tornar o aluno um ser atuante no meio em que está inserido e fazer a diferença.

“A quebra de paradigmas”, na apresentação elegi como aprendizagem destaque a reação que todas as interdisciplinas provocaram em mim, a quebra de conceitos, concepções e verdades antigas, me fazendo repensar, processá-las dentro de mim e construir novos conceitos até que se quebrem novamente.

Constatei que embora tenha havido uma transformação em minha prática pedagógica, muito ainda falta a ser feito.

Preciso trabalhar mais detalhadamente como fazer a interligação em minhas aulas das disciplinas assim como foi feito no eixo IV, para não continuar aplicando atividades desconexas.

ARROIO TEIXEIRA através dos tempos


Há mais ou menos uns setenta a cinco anos atrás, o balneário Arroio Teixeira era apenas mar, cômoros de areia, junco, macega, um arroio e algumas choupanas usadas por pescadores.

Perto do arroio estabeleceu-se uma família de sobrenome Teixeira dando o nome de Arroio Teixeira à localidade.

Com a compra de alguns lotes de terra pelo senhor Tupy Feijó e para marcar o loteamento e início de urbanização da praia, foi colocada ali uma cruz de madeira que serviria também de referência para quem viajava pela praia, única via de acesso existente. Vendo a cruz saberiam que estavam chegando em Arroio Teixeira onde tinha também água pura e cristalina para beber e dar aos animais.

Mais tarde a cruz serviu como agência de correio, a correspondência vinha pelo ônibus que semanalmente fazia uma viagem de Osório ou Porto Alegre para Torres, eram deixadas numa caixa, e os poucos moradores ali depositavam ou pegavam as cartas.

Por causa da cruz foi cogitado em mudar o nome da praia para Santa Cruz, mas desistiram.

Com o passar do tempo a madeira da cruz apodreceu e foi jogada no mar.

Muitos anos depois com a tentativa de emancipação de Arroio Teixeira, houve um resgate deste objeto de memória, contada por moradores mais antigos e um interesse em restituir a cruz como marco referencial do início da história.

Foi então construída uma réplica da cruz de madeira do mesmo tamanho e fixada na praça, voltada para a mesma direção de onde estava a original.