domingo, 3 de outubro de 2010

PRIMEIRA POSTAGEM DE OUTUBRO - EIXO IV

O espaço e o tempo foram o tema principal discutido no quarto eixo do pead.
Demos início ao Projeto Aprendizagem. Vimos como nossas crianças vêem o mundo e o representam através dos Estudos Sociais, Ciências e da Matemática. Esta representação depende de cada um e do meio em que vive, das suas experiências, de sua cultura. Nas crianças pequenas a ordem seqüencial e cronológica dos fatos está ainda muito confusa e desordenada.
O trabalho abordado por estas interdisciplinas mostrou maneiras diferentes de trabalhar estas noções, despertando para a inserção da criança de forma consciente no seu grupo social e gradativamente à grupos maiores. A autora Maria Aparecida Bergamaschi (interdisciplina de Estudos Sociais), ressalta que: “Para constituírem-se cidadãos é necessário o domínio de categorias e conceitos que permitam compreender e intervir no mundo”. Aqui relaciono ao tema do meu TCC: Autoridade. Esta é a missão do educador, fazer com que a criança quebre a resistência a mudanças e vá assimilando outras maneiras de pensar, agir e construir aos poucos sua própria autonomia e autoridade. Percebendo os cuidados com o espaço onde vive e as conseqüências do desequilíbrio causado pelo homem.
A criança é um ser social que está inserida num espaço, num determinado tempo, precisa ter a percepção de si mesma, dos objetos que a cerca, para poder agir de maneira a cuidar e preservar o meio ambiente.
Nestas descobertas irão despertando aos poucos a conscientização de fatos que acontecem além de seu mundo e aumenta a capacidade de compreender o tempo passado e futuro.
A proposta do Projeto de Aprendizagem que apliquei durante meu estágio no eixo oito, com os alunos de pré, onde puderam fazer perguntas, decidir o que gostariam de pesquisar, buscar as informações, criar suas hipóteses e chegar a suas próprias conclusões, é uma maneira de contribuir para a construção desta autonomia e autoridade e acredito estar dentro desta linha pedagógica pois foi preciso partir da realidade e dos interesses da criança, de forma integrada, mas com o olhar voltado para as coisas que estão acontecendo no mundo ao seu redor, não dando-lhes respostas prontas, mas ensinando-lhes a descobrir conceitos que permitam a compreender e intervir no mundo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SETEMBRO - SEMANA IV

As leituras e discussões dos três primeiros eixos do curso do Pead, me levaram a adotar uma nova postura como educadora que prepara para a alfabetização e promove momentos em que os alunos sejam agentes de transformações do mundo e construtores de seu próprio conhecimento como destaca Paulo Freire.
O uso de referenciais teórico para embasar minhas produções e reflexões foi um excelente exercício de integração da prática com a teoria. Um desafio que me possibilitou maior crescimento no campo profissional e pessoal e que muito tem facilitado na escrita do meu trabalho de conclusão.
As reflexões me permitiram ver o que está dando certo e o que precisa ser modificado, descobrir elementos para redirecionar o planejamento e minhas ações. Uma das descobertas que fiz foi que preciso respeitar mais o tempo de cada criança e não me apressar em dar respostas, elas precisam descobrir por si. Outra descoberta me reporta a uma frase que li na visita a Bienal, na interdisciplina de Artes Visuais, dizia: O visível de tão visível, torna-se invisível. Quando revisitei os dois primeiros eixos, concluí que não encontrei algo que contribuísse para o meu TCC.
No entanto agora vejo a importância desta caminhada para a construção de minha autoridade como professora diante dos alunos, a segurança daquilo que estou fazendo levando ao respeito a liberdade e o despertar da autonomia de cada um.

domingo, 19 de setembro de 2010

SETEMBRO - SEMANA III


O terceiro eixo do Pead, foi talvez o mais marcante durante o curso, pela sua dinâmica e por ser muito prático. Não teríamos como ter uma aula de Música sem cantar e dançar, de Literatura sem ouvir e contar histórias, Artes Visuais sem apreciar uma obra e não sentir vontade de se atrever a ser um pouco artista também, Ludicidade sem brincar, criar brinquedos e brincadeiras, Teatro sem exercitar o lado de dramatização que todos temos, mas que fica escondido.

Todas estas atividades e descobertas foram enriquecidas com reflexões postadas no blog Portfólio de Aprendizagens, sob a orientação do Seminário Integrador sem contar com aplicação prática em minha sala de aula de tudo que vivenciava presencialmente ou on line nas aulas.

Neste semestre comecei realmente “Olhar da terceira margem”, frase tema da 6ª Bienal, do conto de Guimarães Rosa, vi que sala de aula é lugar de brincar, que a música está na alma, que é preciso ter consciência de nosso corpo, que a arte está em toda parte e que refletir é preciso.

Nesta revisita ao eixo, pude fazer um relacionamento com meu assunto do TCC, percebi a importância destas atividades propostas pelas interdisciplinas para contribuir no desenvolvimento da autonomia das crianças, aprendendo a brincar respeitando regras e criando outras, olhando de maneira crítica obras de arte, se expressando tanto na música como na dramatização consciente dos movimentos do corpo.

Para poder ajudar meus alunos nesta construção, eu como professora devo ter autoridade sobre os assuntos, isto é, transmitir credibilidade e segurança do que estou passando, sem ser preciso persuadir ou ameaçar para que realizem o que estou pedindo.

domingo, 12 de setembro de 2010

SETEMBRO - SEMANA II


No eixo II do Pead fui convidada a fazer um passeio pelos caminhos do conhecimento humano. Basicamente foram dois autores que ajudaram a entender melhor este processo de como a aprendizagem se constrói, Frued e Piaget, na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia.

Freud através da psicanálise se preocupou com a parte do inconsciente e sua influência no consciente. Ajudou a refletir sobre as atitudes mais corretas para não provocar ou aprofundar certos traumas que eventualmente os alunos possam ter e que certamente todos temos nossos traumas e frustrações.

Piaget através da Epistemologia Genética, o estudo de como se dá o conhecimento e aprendizagem, ocupou-se do aprender, do aspecto mais consciente de nossa vida. Ele estudou os estágios do desenvolvimento intelectual da criança e do adolescente para poder entender melhor como se dá o conhecimento e a aprendizagem em cada indivíduo. Destaca a importância fundamental que o aluno tenha um espaço para construir seu próprio saber, através de suas ações, interagindo com os outros, dialogando e expondo suas opiniões.

Na interdisciplina Escolarização Espaço e Tempo na perspectiva histórica, retornei à minha infância e busquei lembranças que estavam guardadas na memória. Resgatei a importância de deixar minha história registrada. Neste resgate também veio a história da escola, do seu surgimento e mudanças através dos tempos, que não foi sempre como a concebemos, passou por vários processos e atendeu diversos interesses.

Refleti também sobre os grupos sociais onde cada um tem sua história, sua cultura e regras e que para vivermos em harmonia é necessário nos adaptarmos e aos poucos ir acrescentando as marcas de nossa própria história.

A interdisciplina Fundamentos da Alfabetização, trouxe a discussão entre alfabetização e letramento. Na alfabetização temos a decodificação dos símbolos ou letras e letramento é o saber usar esta leitura e escrita de maneira reflexiva, dando sentido, interpretando o que está escrito. O aluno pode aprender a decodificar, estar alfabetizado e não estar letrado.

Neste eixo II também não encontrei referências ao assunto que pretendo investigar no meu TCC, Autoridade.

domingo, 5 de setembro de 2010

SETEMBRO - SEMANA I


AS DESCOBERTAS DURANTE O EIXO I

A realização das interdisciplinas do eixo do Pead fez com que eu vasculhasse minha vida, minhas experiências e aprendizagens e expressasse de forma reflexiva o que construí durante minha trajetória nos demais campos do conhecimento, como professora, aluna e pessoal. Estas reflexões foram se dando a luz de textos de autores como Miguel Arroio, Saramago, Durkhein, Weber, Karl Max e Engel, interdisciplina Escola Sociedade e Cultura, e saí em busca da “Ilha do desconhecido” (texto de Saramago), foi preciso sair de mim mesma para poder ir em busca do desconhecido. Nesta busca as certezas foram virando incertezas.
Para a procura do desconhecido era necessário me abastecer para ajudar na viagem. As ferramentas principais para esta jornada foram as tecnologias, elas serviram como um barco na imensidão do mar do conhecimento e informações, no início não sabia manejá-la, mas fui aprendendo durante a viagem e sempre que me sentia um pouco mais segura, achando que estava dominando melhor a situação, que já sabia me virar, apareciam novas maneiras e possibilidades de usá-la.
Neste início a organização do tempo foi primordial para que houvesse o máximo de aproveitamento de cada situação vivida. E sempre escrevendo muito, refletindo sobre cada nova descoberta, procurando relacionar com minha prática pedagógica.
Revendo a interdisciplina do Projeto Político Pedagógico, identifiquei o leme da escola, ele é o que dá o rumo a ela e deve ser pensado e construído pelos que dela fazem parte, só assim haverá um real interesse em colocá-lo em prática.
Nesta revisita ao eixo I não encontrei algo que desse um rumo ao meu trabalho de conclusão que pretendo falar sobre limites e autoridade na educação infantil.

domingo, 29 de agosto de 2010

OS LIMITES DA CRIANÇA NA FAMÍLIA E NA ESCOLA

Como mãe e professora, sempre fui a favor dos limites na formação das crianças. Com o decorrer do tempo e principalmente a partir das reflexões a luz dos grandes teóricos que tive oportunidade de conhecer melhor durante o curso do Pead, questionamentos e dúvidas me fizeram pensar como deve acontecer realmente estes limites.
Trabalho com crianças na faixa etária de cinco anos na pré escola e percebo que eles precisam ampliar seus limites ao entrar em contato com a vida escolar além daqueles já estabelecidos em âmbito familiar.
Percebo também que as famílias por diversas situações que fazem parte do mundo moderno, não estão conseguindo desempenhar a sua função de educar seus filhos e colocá-los em contato com as primeiras situações que exigem limites, é a família quem deveria mostrar em primeira mão que as coisas não acontecem na hora que queremos e como queremos.
Os pais parecem perdidos, não estão encontrando o meio termo para agirem com seus filhos, ou tornam-se autoritários, negligentes ou permissivos demais.
Quando seus filhos chegam à escola, estabelece-se um conflito, eles não tem tudo o que querem na hora desejada, antes não tinham compromissos e responsabilidades e a escola lhes impõem que se usou um brinquedo é preciso colocá-lo novamente no lugar.
Antes de cumprir seu papel de desenvolver a aprendizagem a escola precisa retomar a educação de princípios básicos que supõem-se deveriam ter sido desenvolvidos em casa e adquirido nos primeiros anos de vida que passaram com a família. A psicologia afirma através de seus estudos que a criança forma sua personalidade nos primeiros três ou quatro anos de vida, quando chega na escola aos cinco anos, enfrentamos dificuldades para conseguirmos progressos e fazê-la entender que muitas coisas podemos fazer e muitas outra não. Desde que o ser humano passou a conviver em sociedade, ele precisa conviver com as regras e respeitar o espaço do outro, esta é uma verdade que deve estar clara para todos os sujeitos.
Os pais devem ser os primeiros a mostrar a seus filhos com muito amor e carinho, esta necessidade primordial de convivência. A escola dará continuidade, mostrando um número maior de relacionamentos.
Na falta da construção dos limites, a criança acha que tudo vai cair pronto em suas mãos, quando isso não acontece se irrita e torna-se agressiva. Passa a não gostar e não querer mais ir a escola porque lá as coisa não acontecem como gostaria.
Sendo assim, para tornar o TCC em realidade, pretendo partir dos seguintes questionamentos:
- O que entendemos por limites?
- Qual a real importância de colocarmos limites na educação desde a mais tenra idade das crianças?
- Quais as vantagens e desvantagens na formação delas?
- Qual a maneira correta para os pais colocarem limites sem usarem a violência?
- Quais os perigos para a formação das crianças se forem castigadas severamente ou se não tiverem limites para seus atos?

Pretendo basear a pesquisa tendo como referenciais teóricos os autores: Tânia Zagury, Anna Freud, Tânia Beatriz Iwaszko Marques, Tânia Ramos Fortuna.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

TCC QUASE UMA REALIDADE

Finalmente o TCC está próximo de se tornar realidade. É chegado também o momento de fazer um passeio reflexivo sobre o que foi visto nas interdisciplinas durante os oito eixos do Pead. Com um olhar procurando algo que ajude na construção do TCC.

Muitos autores importantes vou rever, minhas próprias reflexões e demonstrações de aprendizagens construídas que me permitirão observar a evolução do meu próprio crescimento.

Sem dúvida nenhuma o meu maior crescimento, e digo com certeza, antes de iniciar a visita aos eixos anteriores, é com relação ao uso das tecnologias.
Meu contato com este mundo virtual foi fascinante e continua sempre muito marcante, foram descobertas significativas que me fizeram crescer permitindo estudar, descobrir como funciona, quais as possibilidades, tanto para minha vida como estudante, como profissional e pessoal.

Não para por aí, as descobertas continuam, o mundo se descortina diante de meus olhos. As pessoas mesmo longe se aproximam.

Claro que o contato presencial com as pessoas nunca perderá seu valor, esse encontro não será substituído, mas não posso deixar de valorizar esta ferramenta que permite ter nossa querida professora Nádie nos orientando e falando conosco lá do Texas onde está morando agora. Tão longe geograficamente, mas dentro de minha casa virtualmente.