Lidar com as diferenças, dar o direito do outro ser diferente, a beleza está no diferente, estas foram ideias sempre presentes no eixo VI do Pead. Concordo com Marilene Paré quando afirma que a escola está despreparada para trabalhar questões de diversidades. A discriminação existe, a escola é o ambiente onde mais são vivenciados estes atos. A escola acaba contribuindo para a construção de uma imagem destrutiva de si mesmo ao invés de ajudar na construção de uma identidade de autonomia.
A interdisciplina Questões Étnicas e Raciais fez pensar na construção da identidade, na ideia que fazemos de nós mesmos, que criamos conforme nossas memórias e mitos, que sofre mudanças de acordo com novas experiências que surgem e vivenciamos. A escola tem seu papel importante para contribuir na identidade, formando gerações afirmativas, trabalhando também com a diversidade, pois é ali que se congregam os diversos tipos de etnias, classes sociais e culturas, chamando atenção para o diferente na imagem física e também de comportamentos, mostrando à criança que cada um vem de uma família distinta, com seus valores, cultura, religiosidade e capacidades, mas que no espaço escolar todos precisam respeitar estas diferenças e conviver da melhor forma possível.
Na interdisciplina de Educação Especial ficou claramente definido que o que consideramos uma deficiência no outro é na verdade uma maneira diferente do sujeito estar no mundo, onde cada um apresenta seu tempo e sua maneira de expressar o que conhece e sabe fazer. Ninguém respeita algo que não conhece, por isso é da escola o papel de trabalhar e despertar a percepção e a consciência de seus integrantes para a diversidade que compõem os grupos familiares ou de convivência.
Através de autores como Marilene Paré, Piaget, fui observando uma tomada de consciência importante em relação ao papel do educador - aquele que se propõe educar, levar o outro a crescer, a aprender. Quando existe esta consciência, o professor age com mais autoridade com seu aluno, porque ele está seguro do que está fazendo, então permite que seu aluno seja autônomo, faça escolhas e tome decisões.
De acordo com o que foi visto na interdisciplina de Psicologia, que abordou a teoria de Piaget, a aprendizagem ocorre quando aluno e professor interagem, trocam experiências, informações e questionamentos. O ensino deve acontecer de acordo com a realidade de cada um, considerando e respeitando os seus limites e dificuldades, oportunizando ao aluno o direito de criticar, de dialogar, discordar ou concordar, de ouvir e de falar, de ver com seus próprios olhos. Diante disso a metodologia dos Projetos de Aprendizagens, trabalhada pelo Seminário Integrador, ofereceu um suporte de como trabalhar as diferenças, trazendo uma proposta para trabalhar com PAs por incluir a todos os alunos, partindo daquilo que lhes interessa, que aguça a sua curiosidade, que acolhe e que respeita o tempo de cada um.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
SEGUNDA POSTAGEM DE OUTUBRO - EIXO V
Ser professor não se configura apenas em estar em sala de aula diretamente trabalhando com seu aluno. Este trabalho acontece numa instituição pública e existe uma estrutura política que a sustenta. O professor precisa estar bem informado sobre como funciona.
O eixo V do Pead aprofundou estas informações através das interdisciplinas. Organização e Gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental mostraram as normas e leis que regem o Estado e a Educação para uma Gestão Democrática. Dentro desta gestão está o Projeto Político Pedagógico que deve expressar os desejos da comunidade escolar, o Regimento que direciona como organizar a escola e o Currículo que dá sentido, mostra o caminho, organiza a escola para que aconteça a aprendizagem.
O conhecimento da Constituição, principalmente no que se refere à educação, mostrou como as esferas de governo se organizam na gestão do país procurando dar autonomia a cada uma, mas ao mesmo tempo não perdendo a unidade entre elas. Da mesma forma como deve acontecer na escola, todos participam, dão idéias e sugestões, mas sempre voltados e sem contrariar o que rege nossa lei maior, no caso a lei n° 9.394 de Diretrizes e Base.
Estas interdisciplinas mostraram a urgência de informações para que assim as mudanças comecem a ocorrer de baixo para cima e não o contrário como vem acontecendo.
A função do educador é fazer história, transformando o educando em uma personalidade viva, capaz de mudar a si mesmo e a natureza, acrescentando algo de bom, podendo optar entre o que é bom ou ruim. Aí está a autonomia que leva a construção da autoridade.
O eixo V do Pead aprofundou estas informações através das interdisciplinas. Organização e Gestão da Educação e Organização do Ensino Fundamental mostraram as normas e leis que regem o Estado e a Educação para uma Gestão Democrática. Dentro desta gestão está o Projeto Político Pedagógico que deve expressar os desejos da comunidade escolar, o Regimento que direciona como organizar a escola e o Currículo que dá sentido, mostra o caminho, organiza a escola para que aconteça a aprendizagem.
O conhecimento da Constituição, principalmente no que se refere à educação, mostrou como as esferas de governo se organizam na gestão do país procurando dar autonomia a cada uma, mas ao mesmo tempo não perdendo a unidade entre elas. Da mesma forma como deve acontecer na escola, todos participam, dão idéias e sugestões, mas sempre voltados e sem contrariar o que rege nossa lei maior, no caso a lei n° 9.394 de Diretrizes e Base.
Estas interdisciplinas mostraram a urgência de informações para que assim as mudanças comecem a ocorrer de baixo para cima e não o contrário como vem acontecendo.
A função do educador é fazer história, transformando o educando em uma personalidade viva, capaz de mudar a si mesmo e a natureza, acrescentando algo de bom, podendo optar entre o que é bom ou ruim. Aí está a autonomia que leva a construção da autoridade.
domingo, 3 de outubro de 2010
PRIMEIRA POSTAGEM DE OUTUBRO - EIXO IV
O espaço e o tempo foram o tema principal discutido no quarto eixo do pead.
Demos início ao Projeto Aprendizagem. Vimos como nossas crianças vêem o mundo e o representam através dos Estudos Sociais, Ciências e da Matemática. Esta representação depende de cada um e do meio em que vive, das suas experiências, de sua cultura. Nas crianças pequenas a ordem seqüencial e cronológica dos fatos está ainda muito confusa e desordenada.
O trabalho abordado por estas interdisciplinas mostrou maneiras diferentes de trabalhar estas noções, despertando para a inserção da criança de forma consciente no seu grupo social e gradativamente à grupos maiores. A autora Maria Aparecida Bergamaschi (interdisciplina de Estudos Sociais), ressalta que: “Para constituírem-se cidadãos é necessário o domínio de categorias e conceitos que permitam compreender e intervir no mundo”. Aqui relaciono ao tema do meu TCC: Autoridade. Esta é a missão do educador, fazer com que a criança quebre a resistência a mudanças e vá assimilando outras maneiras de pensar, agir e construir aos poucos sua própria autonomia e autoridade. Percebendo os cuidados com o espaço onde vive e as conseqüências do desequilíbrio causado pelo homem.
A criança é um ser social que está inserida num espaço, num determinado tempo, precisa ter a percepção de si mesma, dos objetos que a cerca, para poder agir de maneira a cuidar e preservar o meio ambiente.
Nestas descobertas irão despertando aos poucos a conscientização de fatos que acontecem além de seu mundo e aumenta a capacidade de compreender o tempo passado e futuro.
A proposta do Projeto de Aprendizagem que apliquei durante meu estágio no eixo oito, com os alunos de pré, onde puderam fazer perguntas, decidir o que gostariam de pesquisar, buscar as informações, criar suas hipóteses e chegar a suas próprias conclusões, é uma maneira de contribuir para a construção desta autonomia e autoridade e acredito estar dentro desta linha pedagógica pois foi preciso partir da realidade e dos interesses da criança, de forma integrada, mas com o olhar voltado para as coisas que estão acontecendo no mundo ao seu redor, não dando-lhes respostas prontas, mas ensinando-lhes a descobrir conceitos que permitam a compreender e intervir no mundo.
Demos início ao Projeto Aprendizagem. Vimos como nossas crianças vêem o mundo e o representam através dos Estudos Sociais, Ciências e da Matemática. Esta representação depende de cada um e do meio em que vive, das suas experiências, de sua cultura. Nas crianças pequenas a ordem seqüencial e cronológica dos fatos está ainda muito confusa e desordenada.
O trabalho abordado por estas interdisciplinas mostrou maneiras diferentes de trabalhar estas noções, despertando para a inserção da criança de forma consciente no seu grupo social e gradativamente à grupos maiores. A autora Maria Aparecida Bergamaschi (interdisciplina de Estudos Sociais), ressalta que: “Para constituírem-se cidadãos é necessário o domínio de categorias e conceitos que permitam compreender e intervir no mundo”. Aqui relaciono ao tema do meu TCC: Autoridade. Esta é a missão do educador, fazer com que a criança quebre a resistência a mudanças e vá assimilando outras maneiras de pensar, agir e construir aos poucos sua própria autonomia e autoridade. Percebendo os cuidados com o espaço onde vive e as conseqüências do desequilíbrio causado pelo homem.
A criança é um ser social que está inserida num espaço, num determinado tempo, precisa ter a percepção de si mesma, dos objetos que a cerca, para poder agir de maneira a cuidar e preservar o meio ambiente.
Nestas descobertas irão despertando aos poucos a conscientização de fatos que acontecem além de seu mundo e aumenta a capacidade de compreender o tempo passado e futuro.
A proposta do Projeto de Aprendizagem que apliquei durante meu estágio no eixo oito, com os alunos de pré, onde puderam fazer perguntas, decidir o que gostariam de pesquisar, buscar as informações, criar suas hipóteses e chegar a suas próprias conclusões, é uma maneira de contribuir para a construção desta autonomia e autoridade e acredito estar dentro desta linha pedagógica pois foi preciso partir da realidade e dos interesses da criança, de forma integrada, mas com o olhar voltado para as coisas que estão acontecendo no mundo ao seu redor, não dando-lhes respostas prontas, mas ensinando-lhes a descobrir conceitos que permitam a compreender e intervir no mundo.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
SETEMBRO - SEMANA IV
As leituras e discussões dos três primeiros eixos do curso do Pead, me levaram a adotar uma nova postura como educadora que prepara para a alfabetização e promove momentos em que os alunos sejam agentes de transformações do mundo e construtores de seu próprio conhecimento como destaca Paulo Freire.
O uso de referenciais teórico para embasar minhas produções e reflexões foi um excelente exercício de integração da prática com a teoria. Um desafio que me possibilitou maior crescimento no campo profissional e pessoal e que muito tem facilitado na escrita do meu trabalho de conclusão.
As reflexões me permitiram ver o que está dando certo e o que precisa ser modificado, descobrir elementos para redirecionar o planejamento e minhas ações. Uma das descobertas que fiz foi que preciso respeitar mais o tempo de cada criança e não me apressar em dar respostas, elas precisam descobrir por si. Outra descoberta me reporta a uma frase que li na visita a Bienal, na interdisciplina de Artes Visuais, dizia: O visível de tão visível, torna-se invisível. Quando revisitei os dois primeiros eixos, concluí que não encontrei algo que contribuísse para o meu TCC.
No entanto agora vejo a importância desta caminhada para a construção de minha autoridade como professora diante dos alunos, a segurança daquilo que estou fazendo levando ao respeito a liberdade e o despertar da autonomia de cada um.
O uso de referenciais teórico para embasar minhas produções e reflexões foi um excelente exercício de integração da prática com a teoria. Um desafio que me possibilitou maior crescimento no campo profissional e pessoal e que muito tem facilitado na escrita do meu trabalho de conclusão.
As reflexões me permitiram ver o que está dando certo e o que precisa ser modificado, descobrir elementos para redirecionar o planejamento e minhas ações. Uma das descobertas que fiz foi que preciso respeitar mais o tempo de cada criança e não me apressar em dar respostas, elas precisam descobrir por si. Outra descoberta me reporta a uma frase que li na visita a Bienal, na interdisciplina de Artes Visuais, dizia: O visível de tão visível, torna-se invisível. Quando revisitei os dois primeiros eixos, concluí que não encontrei algo que contribuísse para o meu TCC.
No entanto agora vejo a importância desta caminhada para a construção de minha autoridade como professora diante dos alunos, a segurança daquilo que estou fazendo levando ao respeito a liberdade e o despertar da autonomia de cada um.
domingo, 19 de setembro de 2010
SETEMBRO - SEMANA III
O terceiro eixo do Pead, foi talvez o mais marcante durante o curso, pela sua dinâmica e por ser muito prático. Não teríamos como ter uma aula de Música sem cantar e dançar, de Literatura sem ouvir e contar histórias, Artes Visuais sem apreciar uma obra e não sentir vontade de se atrever a ser um pouco artista também, Ludicidade sem brincar, criar brinquedos e brincadeiras, Teatro sem exercitar o lado de dramatização que todos temos, mas que fica escondido.
Todas estas atividades e descobertas foram enriquecidas com reflexões postadas no blog Portfólio de Aprendizagens, sob a orientação do Seminário Integrador sem contar com aplicação prática em minha sala de aula de tudo que vivenciava presencialmente ou on line nas aulas.
Neste semestre comecei realmente “Olhar da terceira margem”, frase tema da 6ª Bienal, do conto de Guimarães Rosa, vi que sala de aula é lugar de brincar, que a música está na alma, que é preciso ter consciência de nosso corpo, que a arte está em toda parte e que refletir é preciso.
Nesta revisita ao eixo, pude fazer um relacionamento com meu assunto do TCC, percebi a importância destas atividades propostas pelas interdisciplinas para contribuir no desenvolvimento da autonomia das crianças, aprendendo a brincar respeitando regras e criando outras, olhando de maneira crítica obras de arte, se expressando tanto na música como na dramatização consciente dos movimentos do corpo.
Para poder ajudar meus alunos nesta construção, eu como professora devo ter autoridade sobre os assuntos, isto é, transmitir credibilidade e segurança do que estou passando, sem ser preciso persuadir ou ameaçar para que realizem o que estou pedindo.
domingo, 12 de setembro de 2010
SETEMBRO - SEMANA II
No eixo II do Pead fui convidada a fazer um passeio pelos caminhos do conhecimento humano. Basicamente foram dois autores que ajudaram a entender melhor este processo de como a aprendizagem se constrói, Frued e Piaget, na interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia.
Freud através da psicanálise se preocupou com a parte do inconsciente e sua influência no consciente. Ajudou a refletir sobre as atitudes mais corretas para não provocar ou aprofundar certos traumas que eventualmente os alunos possam ter e que certamente todos temos nossos traumas e frustrações.
Piaget através da Epistemologia Genética, o estudo de como se dá o conhecimento e aprendizagem, ocupou-se do aprender, do aspecto mais consciente de nossa vida. Ele estudou os estágios do desenvolvimento intelectual da criança e do adolescente para poder entender melhor como se dá o conhecimento e a aprendizagem em cada indivíduo. Destaca a importância fundamental que o aluno tenha um espaço para construir seu próprio saber, através de suas ações, interagindo com os outros, dialogando e expondo suas opiniões.
Na interdisciplina Escolarização Espaço e Tempo na perspectiva histórica, retornei à minha infância e busquei lembranças que estavam guardadas na memória. Resgatei a importância de deixar minha história registrada. Neste resgate também veio a história da escola, do seu surgimento e mudanças através dos tempos, que não foi sempre como a concebemos, passou por vários processos e atendeu diversos interesses.
Refleti também sobre os grupos sociais onde cada um tem sua história, sua cultura e regras e que para vivermos em harmonia é necessário nos adaptarmos e aos poucos ir acrescentando as marcas de nossa própria história.
A interdisciplina Fundamentos da Alfabetização, trouxe a discussão entre alfabetização e letramento. Na alfabetização temos a decodificação dos símbolos ou letras e letramento é o saber usar esta leitura e escrita de maneira reflexiva, dando sentido, interpretando o que está escrito. O aluno pode aprender a decodificar, estar alfabetizado e não estar letrado.
Neste eixo II também não encontrei referências ao assunto que pretendo investigar no meu TCC, Autoridade.
domingo, 5 de setembro de 2010
SETEMBRO - SEMANA I
AS DESCOBERTAS DURANTE O EIXO I
A realização das interdisciplinas do eixo do Pead fez com que eu vasculhasse minha vida, minhas experiências e aprendizagens e expressasse de forma reflexiva o que construí durante minha trajetória nos demais campos do conhecimento, como professora, aluna e pessoal. Estas reflexões foram se dando a luz de textos de autores como Miguel Arroio, Saramago, Durkhein, Weber, Karl Max e Engel, interdisciplina Escola Sociedade e Cultura, e saí em busca da “Ilha do desconhecido” (texto de Saramago), foi preciso sair de mim mesma para poder ir em busca do desconhecido. Nesta busca as certezas foram virando incertezas.
Para a procura do desconhecido era necessário me abastecer para ajudar na viagem. As ferramentas principais para esta jornada foram as tecnologias, elas serviram como um barco na imensidão do mar do conhecimento e informações, no início não sabia manejá-la, mas fui aprendendo durante a viagem e sempre que me sentia um pouco mais segura, achando que estava dominando melhor a situação, que já sabia me virar, apareciam novas maneiras e possibilidades de usá-la.
Neste início a organização do tempo foi primordial para que houvesse o máximo de aproveitamento de cada situação vivida. E sempre escrevendo muito, refletindo sobre cada nova descoberta, procurando relacionar com minha prática pedagógica.
Revendo a interdisciplina do Projeto Político Pedagógico, identifiquei o leme da escola, ele é o que dá o rumo a ela e deve ser pensado e construído pelos que dela fazem parte, só assim haverá um real interesse em colocá-lo em prática.
Nesta revisita ao eixo I não encontrei algo que desse um rumo ao meu trabalho de conclusão que pretendo falar sobre limites e autoridade na educação infantil.
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