quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Avaliação final_eixo 3

No dia sete de janeiro, tiveminha avaliação final e presencial do terceiro semestre do Pead.
Mais uma vez tive um grande momento de crescimento em vários sentidos. Principalmente no exercício de minha oratória.
Gerou certamente em todas as alunas, muita ansiedade e nervosismo mas também a certeza de que somos capazes de enfrentar uma banca.
Para defender minhas idéias a respeito do que aprendi neste semestre, usei um power point onde coloquei quatro frases que sintetizaram esta trajetória. 1ª "O visível de tão visível, torna-se invisível" ( Jorge Machi). 2ª " O olhar da terceira margem". 3ª "O despertar". 4ª "Arte em toda parte".
Em minha fala durante 10min, procurei esplanar como estava meu olhar sobre meu fazer pedagógico, antes deste terceiro eixo e como passei a olhar. Posso afirmar que foi mais uma mudança muito marcante. A maneira como vinha trabalhando foi redirecionada, ganhou uma visibilidade de outra margem.
Apartir da interdisciplina de Artes visuais, todas as outras foram acenando com novas descobertas e um despertar para outros caminhos.
Minha sensibilidade agora me permite ver arte em toda parte.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

PROJETO DE ARTES


Mais um grande momento de aprendizagem foi a montagem do projeto de Artes Visuais. Nossa discussão foi enorme mas conseguimos realizá-lo.

Tornou-se mais claro como trabalhar uma obra de arte em sala de aula e principalmente poder ver todos os momentos de arte que vivemos ao nosso redor mas que não nos damos conta, e a própria arte que somos capazes de criar mas que está de alguma maneira submersa em um descaso e de uma sensibilidade adormecida. Obras feitas por alunos do pré, 7ª e 8ª séries

Pensava até que nossos alunos, pela realidade em que vivemos não tinham contato com artes visuais, apartir do projeto e depois da visita a Bienal, começamos a nos dar conta quanta arte nos cercaa muito tempo, só precisava ser descoberta e ser pensada como tal.

Pensava-se também que éramos desprovidos de artistas, fomos descobrindo excelentes criadores dos mais varidos tipos de arte e muito criativos, tanto dentro da escola como fora. Uma prova disso foi a maravilha feita pelos alunos para nossa mostra cultural com a releitura de obra s de artes.

Uma experiência muito intensa estabeleceu-se e uma visão de mundo mais ampla. O trabalho com artes em nossa escola ganhou maior emoção.

MPB para crianças


Mais uma idéia que se transforma e constato que é possível de se realizar.

Sempre trabalhei música em sala de aula, mas de maneira muito diferente. Cantávamos músicas com um outro fim, por exemplo, para identificar as partes do corpo, boas maneiras, sobre os alimentos, etc...

Instrumentos musicais feitos com sucata

Não tinha a noção de trabalhar os autores da música brasileira, explorar a sua riqueza, a percepção dos diferentes ritmos, os instrumentos musicais usados.

Inicialmente com a proposta da interdisciplina, achei que não seria bem aceito pelas crianças entre cinco e seis anos, mais uma vez tive uma grande surpresa, eles só não gostam porque não lhes é oferecido oportunidade.

Com a parceria de minhas duas colegas, Nina e Marisete, que estão sem turma, fizemos e aplicamos um planejamento para trabalhar conforme o proposto na interdisciplina de Música para apresentar as músicas do CD da MPB para crianças. Foi um sucesso, o repertório musical das crianças mudou e elas aceitaram muito bem. Ficaram felicíssimas com os instrumentos que criaram com sucata. Criamos realmente uma roda de samba na sala de aula, acompanhando o ritmo de Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga e Valente Assis.

Vamos aproveitar e usar a música de Valente Assis para apresentar no encerramento do ano letivo.

Com as crianças só falta propor a idéia que queremos e o resto flui naturalmente. Eu professora necessitava deste empurrão e despertar um novo olhar.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

Contar uma história para mim ganhou um outro sentido, não é um simples passa tempo ou fonte de informação, mas é uma arte.
Preparando-me para esta atividade, refletindo sobre os textos que trabalhamos sobre a contação de histórias, também no teatro sobre a percepção de nossa postura corporal em cena, na música o rítmo e a melodia, entendi que antes de contar, precisamos encantar o ouvinte.
Todas as interdisciplinas de alguma forma nos preparam para este grande momento. A platéia teve também um papel fundamental. Nosso objetivo era contar uma história para crianças, se elas não estivessem lá, nossa motivação não seria a mesma.

A empolgação e o interesse delas foi contagiante, sentimos que nos transformamos e realmente incorporamos nossos papéis.
A preocupação não foi com uma boa performance porque a professora estaria nos avaliando e os colegas nos observando, mas porque tinha um público com olhinhos brilhantes, esperando o melhor de nós.

BIENAL II

A exposição no Santander Cultural das obras de Jorge Machi, causaram-me uma admiração muito grande. Pela sensibilidade artística de alguém que olha um jornal, coisa corriquiera que jogamos no lixo após uma rápida lida, e o transforma num outro tipo de leitura, não a de palavras, mas através de recortes e de montagens, feitos minuciosamente. Transforma um obituário em uma reflexão profunda sobre nossa própria existência, nos fazendo refletir que um dia também deixaremos nosso lugar em branco. Os casos de assassinatos e violências que convergem sempre para um mesmo ponto, usando a mesma expressão.
O uso dos mapas foi outra coisa interessante,
chamou atenção para as coisas que como o artista mesmo diz, o visível é tão visível que torna-se invisível. Nos provoca a olhar o lugar onde moramos prestando mais atenção a cada detalhe que estão ali não por acaso, tudo tem uma história e um porque. Guias turísticos feitos aleatoriamente apartir de um vidro trincado.
Montagem com as porções de água do rio Siena que corta a cidade de Paris, chamando a atenção para a água e não para as pontes ou construções a sua margem. Uma pauta musical, cheia de furos, nos leva a refletir se estamos à margem da vida ou estamos dentro dela. Quem são as pessoas que estão a margem e por quê? Meu filho foi junto comigo, ele me dizia: não sou mais o mesmo, minha cabeça é outra depois do que vejo, ( um pouco por deboche) mas tenho certeza que sem sentir ele realmente não saiu de lá mais o mesmo assim como nenhuma de nós.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

BIENAL

Visitei a Bienal antes da turma e fiquei mais uma vez surpresa diante de algo totalmente novo para mim, pois não havia tido a oportunidade de realizar uma visita assim. Confesso que imaginava um outro tipo de arte, alguma coisa decorativa, apenas de lazer.
Mas vi que é uma grande oportunidade de enriquecimento dos conhecimentos por meio dos conteúdos e das mensagens encontradas nas obras expostas na Bienal.
Conteúdos estes que precisam ser explicados pelos mediadores ou na maioria das vezes não conseguimos entender ou decifrar qual a real intenção do autor em seu significado.
A observação das obras nos exige o desenvolvimento crítico do pensamento, porque temos a revelação do próprio autor do seu processo de criação, mas ao mesmo tempo ele nos permite liberdade para criar também outros entendimentos.
O que vemos não é o que vemos, existem inúmeras maneiras de interpretar. Saímos destes espaços culturais, vendo arte em tudo. Cada outdor, propagandas, sinalizações, enfim, são criações artísticas e as mais interessantes são aquelas que nos levam a refletir o que o autor quis dizer com isto? Que situação estava vivendo?
Concluí que a vida é uma grande arte.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Música na alma


Sem dúvida a música é algo contagiante que entranha em nosso ser e desperta sensações de alegria e satisfação. Quem sabe usar ou desenvolveu esta habilidade de contagiar através da música, torna-se uma pessoa agradabilíssima, como é o caso de nossa professora de música, Leda. A música passa pelos poros da pele e toma conta de todo o ambiente. Foi assim que suavemente despertei para um novo olhar de como posso trabalhar música com meus alunos. Já havia despertado para o trabalho com grandes mestres em artes visuais e vi que posso e devo também mostrar aos meus alunos outros tipos de músicas além das que estão na mídia. Se a mídia influencia o gosto musical pela insistência, podemos aos poucos incutir um novo repertório musical nas crianças. Conhecer alguns pintores famosos, fascinou meus pequenos alunos de pré, conhecer compositores famosos certamente surtirá o mesmo efeito. Fazer a releitura das obras possibilitou um contato certamente inesquecível em suas apreciações por obras de arte, na música pretendemos começar por um estilo clássico, ouvindo, discutindo as sensações que nos despertam e sabendo alguns detalhes dos autores. Este será assunto para uma nova postagem. Até lá.