Debruçando-me para escrever o perfil de minha turma de estágio, chamou-me a atenção um fato interessante, a pouca importância que as famílias dão para a formação básica de seus filhos e que no meu entendimento não seria necessário a escola preocupar-se com aspectos simples como a maneira correta de segurar um talher, não comer alimentos que caíram no chão, não jogar papel ou lixo no pátio, lavar as mãos quando usa o banheiro ou antes de comer.
Mesmo meus pais não tendo muito estudo, lembro que aprendi estas noções com eles e não na escola. Estas crianças chegam à escola já com cinco anos ou mais, um período precioso de facilidade para aprendizagem não foi aproveitado. Infelizmente sinto que os pais têm como principal e única preocupação o cuidado em lhes dar condições de sobreviver, cuidando da alimentação, do vestuário e da saúde, a educação, a formação moral não faz parte deste universo.
Descobri também que isto acontece por falta de uma reflexão sobre o seu papel de pais e de um contato com uma literatura que os leve a descobrir a importância de ajudar seus filhos a desenvolverem-se. Percebi falando para algumas mães que poderiam por exemplo ao referirem-se ao pé ou mão da criança, caracterizar como pé direito ou esquerdo, elas após um tempo comentaram que nunca tinham pensado nisso e que não custava nada.
Na reunião que farei com os pais, pretendo enfatizar estas questões.
domingo, 28 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
EIXO VIII - ESTÁGIO
As expectativas para o estágio do curso de pedagogia são muitas. Tudo que foi visto ao longo dos sete semestres, através das interdisciplinas, será consolidado agora no estágio.
Penso que deverei encontrar um meio termo entre as aprendizagens referentes à parte didática e pedagógica com as aprendizagens tecnológicas. Desta forma procurarei montar um planejamento para a turma de pré-escola com quem realizarei o estágio, onde serão trabalhados vários conceitos como a socialização dos alunos, o entendimento do seu próprio eu, uma tomada de consciência de sua história, de seu corpo, do entorno de âmbito familiar e escolar, usando as ferramentas tecnológicas para o registro de algumas atividades e usando sites com jogos e brincadeiras.
Tenho plena consciência que meu principal objetivo deverá ser o de proporcionar aos meus alunos o bem-estar físico, afetivo-social e intelectual, por meio de atividades lúdicas, histórias e músicas infantis, artes, brincadeiras, fantasias, procurando sempre aproveitar todas as oportunidades a fim de estimular a curiosidade e a espontaneidade para o mundo da escrita e dos números.
Penso que deverei encontrar um meio termo entre as aprendizagens referentes à parte didática e pedagógica com as aprendizagens tecnológicas. Desta forma procurarei montar um planejamento para a turma de pré-escola com quem realizarei o estágio, onde serão trabalhados vários conceitos como a socialização dos alunos, o entendimento do seu próprio eu, uma tomada de consciência de sua história, de seu corpo, do entorno de âmbito familiar e escolar, usando as ferramentas tecnológicas para o registro de algumas atividades e usando sites com jogos e brincadeiras.
Tenho plena consciência que meu principal objetivo deverá ser o de proporcionar aos meus alunos o bem-estar físico, afetivo-social e intelectual, por meio de atividades lúdicas, histórias e músicas infantis, artes, brincadeiras, fantasias, procurando sempre aproveitar todas as oportunidades a fim de estimular a curiosidade e a espontaneidade para o mundo da escrita e dos números.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Apresentação síntese final _ eixo VII
Infelizmente os eixos que apresentarão interdisciplinas com novos conceitos, estão no final. Assim como os anteriores, o eixo VII colocou-me novamente frente a frente com situações, informações e conhecimentos novos.
Não coloquei na síntese, mas acho importante colocar a situação inicial que me encontrava em relação a modalidades de ensino a EJA: achava que visava apenas a conferir um certificado de conclusão do ensino fundamental e médios à adultos que não tiveram oportunidades e que conseguissem vagas melhores no mercado de trabalho. Qualificação mesmo não existia.
Cultura surda: acreditava que seria mais fácil ensinar as pessoas surdas a leitura labial, não imaginava que a língua de sinais fosse tão bem estruturada.
Didática: planejava aulas, traçava objetivos, mas nunca havia pensado: para que servirá ao meu aluno? Em que ele usará isto em sua vida?
Linguagem: já usava em sala da aula “o que sabem ler” usava rótulos , embalagens, trabalhava com a leitura de parlendas, etc... Não analisava o letramento e como acontecia este processo nas mentes de meus alunos.
Onde desejo chegar: as interdisciplinas mostraram um caminho interligando e valorizando estes pontos que destaco: conhecimento da cultura
Planejamento
Letramento
Como avançar para realização destes conceitos? Buscando na analise do blog da colega e do meu próprio.
BLOG ANALISADO DA COLEGA
Busca em Comênio o exemplo de luta por uma escola capaz de atender a todos.
Com a EJA destaca o crescimento integral do indivíduo
Aprendizagem construída na troca de conhecimentos (Paulo Freire)
Aluno deve construir suas hipóteses ( Piajet)
BLOG INDIVIDUAL
O aluno primeiro lê o mundo para depois transformá-lo (Freire)
Partir de situações problemas do cotidiano do aluno (temas geradores)
Aprender resolvendo problemas de seu cotidiano
Registros das práticas pedagógicas
Tanto a capacidade de criar conhecimento dos jovens e adultos são ignorados pela escola, como a identidade cultural dos surdos que reflete-se no não reconhecimento da sua língua.
Em linguagem vemos que diferentes formas de letramento representam a cultura do sujeito realçando que o conhecimento do código lingüístico pressupõem a experiência social.
Interligação- apresentaram conceitos que se complementaram, o que era questionado numa interdisciplina pode ser aperfeiçoado com discussões motivadas em uma outra.
EJA - exclusão dos alunos, libras – alunos mal compreendidos no sistema sducacional
Os jovens e adultos não são qualquer um, fazem parte de um grupo que por algum motivo foram excluídos da escola regular, sempre pensei o que seria bom para meu aluno mas não em sua realidade.
Não coloquei na síntese, mas acho importante colocar a situação inicial que me encontrava em relação a modalidades de ensino a EJA: achava que visava apenas a conferir um certificado de conclusão do ensino fundamental e médios à adultos que não tiveram oportunidades e que conseguissem vagas melhores no mercado de trabalho. Qualificação mesmo não existia.
Cultura surda: acreditava que seria mais fácil ensinar as pessoas surdas a leitura labial, não imaginava que a língua de sinais fosse tão bem estruturada.
Didática: planejava aulas, traçava objetivos, mas nunca havia pensado: para que servirá ao meu aluno? Em que ele usará isto em sua vida?
Linguagem: já usava em sala da aula “o que sabem ler” usava rótulos , embalagens, trabalhava com a leitura de parlendas, etc... Não analisava o letramento e como acontecia este processo nas mentes de meus alunos.
Onde desejo chegar: as interdisciplinas mostraram um caminho interligando e valorizando estes pontos que destaco: conhecimento da cultura
Planejamento
Letramento
Como avançar para realização destes conceitos? Buscando na analise do blog da colega e do meu próprio.
BLOG ANALISADO DA COLEGA
Busca em Comênio o exemplo de luta por uma escola capaz de atender a todos.
Com a EJA destaca o crescimento integral do indivíduo
Aprendizagem construída na troca de conhecimentos (Paulo Freire)
Aluno deve construir suas hipóteses ( Piajet)
BLOG INDIVIDUAL
O aluno primeiro lê o mundo para depois transformá-lo (Freire)
Partir de situações problemas do cotidiano do aluno (temas geradores)
Aprender resolvendo problemas de seu cotidiano
Registros das práticas pedagógicas
Tanto a capacidade de criar conhecimento dos jovens e adultos são ignorados pela escola, como a identidade cultural dos surdos que reflete-se no não reconhecimento da sua língua.
Em linguagem vemos que diferentes formas de letramento representam a cultura do sujeito realçando que o conhecimento do código lingüístico pressupõem a experiência social.
Interligação- apresentaram conceitos que se complementaram, o que era questionado numa interdisciplina pode ser aperfeiçoado com discussões motivadas em uma outra.
EJA - exclusão dos alunos, libras – alunos mal compreendidos no sistema sducacional
Os jovens e adultos não são qualquer um, fazem parte de um grupo que por algum motivo foram excluídos da escola regular, sempre pensei o que seria bom para meu aluno mas não em sua realidade.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Análise do Portfólio de um colega.
Transcrevo aqui a análise realizada do blog para a síntese final do eixo VII
Para realizar a questão 2, análise do Portfólio de uma colega, entrei no pólo de Sapiranga, escolhi a colega que tinha o mesmo número que o meu na lista dos blogs. O número cinquenta está no link:
. Portfólio de Aprendizagens da Paty - Atom
Observando o blog achei que teria todos os pré requisitos para fazer uma análise e ainda me acrescentaria novas reflexões sobre os temas estudados durante o semestre do eixo VII. A colega faz reflexões com bastante fundamento a respeito das aprendizagens adquiridas no semestre. Assim como eu, ela é professora de pré-escola e trás em suas postagens um relacionamento entre os textos dos autores propostos pelas interdisciplinas e sua prática de sala de aula. Posicionando-se diante da idéia dos pensadores e da nossa real situação educacional.
Refere-se a Comênio como o educador que lutou por grandes mudanças na maneira de organização pedagógica da escola e das lutas que movem os educadores atuais, ou seja, uma escola capaz de atender a todos que dela necessitarem, não importando, idade, sexo, situação econômica, social e cultural.
Em suas postagens sobre a EJA, trás bem definido a diferenciação proposta para esta modalidade de ensino de que não tem mais o antigo conceito de apenas alfabetizar os adultos, mas sim propõem um desafio de inclusão onde a aprendizagem ocorre em todas as idades e uma educação que possibilite o crescimento integral do sujeito.
Suas reflexões conseguem estabelecer um diálogo entre a teoria vista no curso e sua prática de sala de aula. Em sua experiência com a EJA, enfatiza a prioridade a uma aprendizagem construída pelos alunos num espaço de troca de conhecimento e estímulo, ponto fundamental que defende o educador Paulo Freire. Esta construção também deixa clara ao relatar a maneira como trata os assuntos em sua turma de pré-escola, após ser feita a intervenção da tutora e sugerir que traga para o blog como trabalha aspectos da leitura, escrita e oralidade. Trabalha com a linha piagetiana onde os alunos constroem suas próprias hipóteses explorando todas as situações de letramento que envolvem seu cotidiano.
A colega teve o cuidado de realizar pelo menos uma postagem contemplando cada interdisciplina mantendo uma regularidade de duas postagens semanais após duas semanas de aula e mantém uma postagem por semana nos dois meses seguintes, outubro e novembro.
Procurou responder os questionamentos da tutora na intervenção através dos comentários, demonstrando entendimento e acrescentando informações pertinentes ao enfoque em debate. Sempre usando linguagem clara e objetiva.
Suas postagens trazem no primeiro momento as concepções e conceitos estudados em cada interdisciplina, no segundo momento analisa estes conceitos de forma crítica, expressando sua opinião sobre o assunto e relacionando à sua prática profissional.
Seu entendimento interdisciplinar torna-se evidente na postagem sobre planejamento, relatando a maneira como é construído o plano de estudos em sua escola, com a participação de todos os seguimentos da comunidade escolar, prevendo oportunidades em que o aluno possa desenvolver seu pensamento e a capacidade de posicionar-se diante das situações problemas que surgem no dia a dia. Trás também a importância de valorizar a bagagem de conhecimentos que eles já possuem, seus interesses e curiosidades..
Para realizar a questão 2, análise do Portfólio de uma colega, entrei no pólo de Sapiranga, escolhi a colega que tinha o mesmo número que o meu na lista dos blogs. O número cinquenta está no link:
. Portfólio de Aprendizagens da Paty - Atom
Observando o blog achei que teria todos os pré requisitos para fazer uma análise e ainda me acrescentaria novas reflexões sobre os temas estudados durante o semestre do eixo VII. A colega faz reflexões com bastante fundamento a respeito das aprendizagens adquiridas no semestre. Assim como eu, ela é professora de pré-escola e trás em suas postagens um relacionamento entre os textos dos autores propostos pelas interdisciplinas e sua prática de sala de aula. Posicionando-se diante da idéia dos pensadores e da nossa real situação educacional.
Refere-se a Comênio como o educador que lutou por grandes mudanças na maneira de organização pedagógica da escola e das lutas que movem os educadores atuais, ou seja, uma escola capaz de atender a todos que dela necessitarem, não importando, idade, sexo, situação econômica, social e cultural.
Em suas postagens sobre a EJA, trás bem definido a diferenciação proposta para esta modalidade de ensino de que não tem mais o antigo conceito de apenas alfabetizar os adultos, mas sim propõem um desafio de inclusão onde a aprendizagem ocorre em todas as idades e uma educação que possibilite o crescimento integral do sujeito.
Suas reflexões conseguem estabelecer um diálogo entre a teoria vista no curso e sua prática de sala de aula. Em sua experiência com a EJA, enfatiza a prioridade a uma aprendizagem construída pelos alunos num espaço de troca de conhecimento e estímulo, ponto fundamental que defende o educador Paulo Freire. Esta construção também deixa clara ao relatar a maneira como trata os assuntos em sua turma de pré-escola, após ser feita a intervenção da tutora e sugerir que traga para o blog como trabalha aspectos da leitura, escrita e oralidade. Trabalha com a linha piagetiana onde os alunos constroem suas próprias hipóteses explorando todas as situações de letramento que envolvem seu cotidiano.
A colega teve o cuidado de realizar pelo menos uma postagem contemplando cada interdisciplina mantendo uma regularidade de duas postagens semanais após duas semanas de aula e mantém uma postagem por semana nos dois meses seguintes, outubro e novembro.
Procurou responder os questionamentos da tutora na intervenção através dos comentários, demonstrando entendimento e acrescentando informações pertinentes ao enfoque em debate. Sempre usando linguagem clara e objetiva.
Suas postagens trazem no primeiro momento as concepções e conceitos estudados em cada interdisciplina, no segundo momento analisa estes conceitos de forma crítica, expressando sua opinião sobre o assunto e relacionando à sua prática profissional.
Seu entendimento interdisciplinar torna-se evidente na postagem sobre planejamento, relatando a maneira como é construído o plano de estudos em sua escola, com a participação de todos os seguimentos da comunidade escolar, prevendo oportunidades em que o aluno possa desenvolver seu pensamento e a capacidade de posicionar-se diante das situações problemas que surgem no dia a dia. Trás também a importância de valorizar a bagagem de conhecimentos que eles já possuem, seus interesses e curiosidades..
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
UMA NOVA POSTURA
Todas as leituras e discussões do curso do Pead, estão me levando a adotar uma nova postura como educadora que prepara para a alfabetização e promove momentos em que os alunos sejam agentes de transformações do mundo.
Esta nova postura está me levando em primeiro lugar a ser observadora e investigadora da maneira como acontece a aprendizagem se processa na cabecinha de meus alunos.
Esta visão de que a aprendizagem ocorre de dentro para fora e não o contrário, me leva a ser observadora e admiradora das reações e respostas dos alunos.
Cada criança apresenta um nível de desenvolvimento e no fato de serem levadas a ser observadoras da construção dos colegas, faz com que avaliem seu próprio agir. Trago aqui um exemplo de uma situação que provoquei em minha aula, pedindo que duas meninas que já estão lendo e escrevendo, escrevessem uma parlenda no quadro que já estamos trabalhando.
Ao avaliarem e compararem, os dois textos escritos, observaram que uma diferença era que uma escreveu deixando espaços entre as palavras e a outra não.
Pedi que pintassem os espaços e a diferença ficou mais visível, a própria escritora sentiu dificuldades para ler seu texto. Falamos a parlenda, batendo uma palma para cada palavra.
No outro dia a mesma menina pegou uma folha e sem que eu pedisse ela escreveu a parlenda com espaços entre as palavras e disse que agora estava pensando melhor quando escrevia e sabia que não eram todas emendadas.
Esta nova postura está me levando em primeiro lugar a ser observadora e investigadora da maneira como acontece a aprendizagem se processa na cabecinha de meus alunos.
Esta visão de que a aprendizagem ocorre de dentro para fora e não o contrário, me leva a ser observadora e admiradora das reações e respostas dos alunos.
Cada criança apresenta um nível de desenvolvimento e no fato de serem levadas a ser observadoras da construção dos colegas, faz com que avaliem seu próprio agir. Trago aqui um exemplo de uma situação que provoquei em minha aula, pedindo que duas meninas que já estão lendo e escrevendo, escrevessem uma parlenda no quadro que já estamos trabalhando.
Ao avaliarem e compararem, os dois textos escritos, observaram que uma diferença era que uma escreveu deixando espaços entre as palavras e a outra não.
Pedi que pintassem os espaços e a diferença ficou mais visível, a própria escritora sentiu dificuldades para ler seu texto. Falamos a parlenda, batendo uma palma para cada palavra.
No outro dia a mesma menina pegou uma folha e sem que eu pedisse ela escreveu a parlenda com espaços entre as palavras e disse que agora estava pensando melhor quando escrevia e sabia que não eram todas emendadas.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
TEMAS GERADORES
Durante estes anos todos de magistério, construí a ideia de que falar em alfabetização é mostrar um método que inicie mostrando a palavra ou letras e já pedindo ao aluno que escrevesse ou lesse o que estava escrito.
Quando assisti o vídeo de Paulo Freire sobre os temas geradores, estava com esta espectativa, mas vi um processo totalmente oposto.
Observei que o processo de aprendizagem dos alunos vai acontecendo naturalmente, através de discussões de fatos de sua realidade e de seu cotidiano. O professor não trás nada pronto, mas vai fazendo intervenções durante as conversas de maneira a explorar e valorizar o que os alunos trazem em suas experiências de vida ou bagagem cultural.
Não existe uma lista de conteúdos determinados, o professor não sabe qual assunto será discutido, mas ele aproveita todas as situações e tira delas palavras que serão exploradas.
Os alunos vão discutindo sobre os problemas reais, procurando soluções e começam escrevendo dá maneira como pensam sobre a palavra. A escrita e leitura para eles cria um sentido porque estão lendo e escrevendo para resolverem seus problemas e não coisas sem sentidos. Acredito que a educação desta maneira contribua para que os sujeitos sejam os verdadeiros transformadores do mundo.
Quando assisti o vídeo de Paulo Freire sobre os temas geradores, estava com esta espectativa, mas vi um processo totalmente oposto.
Observei que o processo de aprendizagem dos alunos vai acontecendo naturalmente, através de discussões de fatos de sua realidade e de seu cotidiano. O professor não trás nada pronto, mas vai fazendo intervenções durante as conversas de maneira a explorar e valorizar o que os alunos trazem em suas experiências de vida ou bagagem cultural.
Não existe uma lista de conteúdos determinados, o professor não sabe qual assunto será discutido, mas ele aproveita todas as situações e tira delas palavras que serão exploradas.
Os alunos vão discutindo sobre os problemas reais, procurando soluções e começam escrevendo dá maneira como pensam sobre a palavra. A escrita e leitura para eles cria um sentido porque estão lendo e escrevendo para resolverem seus problemas e não coisas sem sentidos. Acredito que a educação desta maneira contribua para que os sujeitos sejam os verdadeiros transformadores do mundo.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
APRENDIZAGEM POR PROJETOS
É impossível estudar sobre os Projetos de Aprendizagens sem ir fazendo uma relação com nossa realidade escolar. A aprendizagem por projetos parte do interesse do aluno, de suas próprias dúvidas e escolhas. Como conciliar esta metodologia com o que está sendo imposto às escolas de aplicação de provas a nível estadual e federal igualando tudo e todos? As escolas deverão adequar-se e oferecer aos alunos atividades que lhes desenvolvam a capacidade de responder a prova e com um grande compromisso de sair-se muito bem. Mas terá havido efetivamente aprendizagem se não partiu de seu interesse? Ou apenas desenvolverão algumas habilidades que lhes habilitarão a mais uma vez estudar só para as provas, logo depois acabará tudo no esquecimento?
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