A exposição no Santander Cultural das obras de Jorge Machi, causaram-me uma admiração muito grande. Pela sensibilidade artística de alguém que olha um jornal, coisa corriquiera que jogamos no lixo após uma rápida lida, e o transforma num outro tipo de leitura, não a de palavras, mas através de recortes e de montagens, feitos minuciosamente. Transforma um obituário em uma reflexão profunda sobre nossa própria existência, nos fazendo refletir que um dia também deixaremos nosso lugar em branco. Os casos de assassinatos e violências que convergem sempre para um mesmo ponto, usando a mesma expressão.
O uso dos mapas foi outra coisa interessante, chamou atenção para as coisas que como o artista mesmo diz, o visível é tão visível que torna-se invisível. Nos provoca a olhar o lugar onde moramos prestando mais atenção a cada detalhe que estão ali não por acaso, tudo tem uma história e um porque. Guias turísticos feitos aleatoriamente apartir de um vidro trincado.
Montagem com as porções de água do rio Siena que corta a cidade de Paris, chamando a atenção para a água e não para as pontes ou construções a sua margem. Uma pauta musical, cheia de furos, nos leva a refletir se estamos à margem da vida ou estamos dentro dela. Quem são as pessoas que estão a margem e por quê? Meu filho foi junto comigo, ele me dizia: não sou mais o mesmo, minha cabeça é outra depois do que vejo, ( um pouco por deboche) mas tenho certeza que sem sentir ele realmente não saiu de lá mais o mesmo assim como nenhuma de nós.
O uso dos mapas foi outra coisa interessante, chamou atenção para as coisas que como o artista mesmo diz, o visível é tão visível que torna-se invisível. Nos provoca a olhar o lugar onde moramos prestando mais atenção a cada detalhe que estão ali não por acaso, tudo tem uma história e um porque. Guias turísticos feitos aleatoriamente apartir de um vidro trincado.
Montagem com as porções de água do rio Siena que corta a cidade de Paris, chamando a atenção para a água e não para as pontes ou construções a sua margem. Uma pauta musical, cheia de furos, nos leva a refletir se estamos à margem da vida ou estamos dentro dela. Quem são as pessoas que estão a margem e por quê? Meu filho foi junto comigo, ele me dizia: não sou mais o mesmo, minha cabeça é outra depois do que vejo, ( um pouco por deboche) mas tenho certeza que sem sentir ele realmente não saiu de lá mais o mesmo assim como nenhuma de nós.

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