Durante estes anos todos de magistério, construí a ideia de que falar em alfabetização é mostrar um método que inicie mostrando a palavra ou letras e já pedindo ao aluno que escrevesse ou lesse o que estava escrito.
Quando assisti o vídeo de Paulo Freire sobre os temas geradores, estava com esta espectativa, mas vi um processo totalmente oposto.
Observei que o processo de aprendizagem dos alunos vai acontecendo naturalmente, através de discussões de fatos de sua realidade e de seu cotidiano. O professor não trás nada pronto, mas vai fazendo intervenções durante as conversas de maneira a explorar e valorizar o que os alunos trazem em suas experiências de vida ou bagagem cultural.
Não existe uma lista de conteúdos determinados, o professor não sabe qual assunto será discutido, mas ele aproveita todas as situações e tira delas palavras que serão exploradas.
Os alunos vão discutindo sobre os problemas reais, procurando soluções e começam escrevendo dá maneira como pensam sobre a palavra. A escrita e leitura para eles cria um sentido porque estão lendo e escrevendo para resolverem seus problemas e não coisas sem sentidos. Acredito que a educação desta maneira contribua para que os sujeitos sejam os verdadeiros transformadores do mundo.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
Cristina!
Você está pronta para fazer esta experiência na alfabetização dos seus alunos?
Benites
Postar um comentário