sexta-feira, 22 de maio de 2009

QUESTÕES ÉTNICO RACIAIS

Dimensões de uma expressão cultural
A imagem que faço de mim mesma, são invensões que fui criando conforme as memórias, os mitos e idéias incutidas e vivenciadas ao longo do tempo, conforme o meio em que vivo.
A crença que esta identidade não muda, será assim até o fim, está aos pouco se dissipando em mim. Já tive uma imagem de mim, onde me via como alguém insubstituível na minha família, no serviço, este pensamento exigia uma cobrança muito grande de estar sempre presente em tudo, fazer sempre a diferença. Ápós muitas reflexões, esta imagem está sendo substituída pela de alguém que tem um papel importante na sua história, mas que pode falhar, escolher o que mais lhe agrada, enfim ser o que sou e não o que gostariam que eu fosse. Sem precisar fazer comparações com os outros, sem negar o outro.

Um comentário:

Rosângela disse...

Oi Cristina,

Adorei tua reflexão! A identidade é mesmo algo construído por nós, a partir da percepção que temos de nós mesmos e da percepção que acreditamos que os outros têm de nós... e nossas atitudes vão se adequando a essa identidade, confirmando-a, reafirmando-a para nós e para os que nos rodeiam. Mas a identidade não é única nem imutável. Assumimos diferentes papéis ao mesmo tempo: mãe, esposa, professora, aluna...e, com o tempo, na relação com o outro, vamos reconstruindo nossa identidade...como aconteceu contigo. Interessante perceber a tua tomada de consciência em relação a isso! Essa mudança te tirou do centro, de uma posição que te permitia controlar/perceber os acontecimentos e te colocou numa posição em que as relações são mais simétricas, o que te permitiu também te aceitar como um ser passível de falha. Essa nova percepção de identidade provocou alguma mudança na relação com os alunos?

Continua te permitindo mudar e, sobretudo, compartilhar alegrias, problemas, aprendizagens, desafios...Volto em breve para continuarmos dialogando! Beijos, Rô Leffa