terça-feira, 11 de maio de 2010

O TEMPO É IMPLACÁVEL

O tempo mais uma vez teima em me assombrar. Quanto mais tempo de vida temos, mais podemos refletir e comparar. Refletindo sobre minha situação de estagiária, reportei-me a esta mesma situação há vinte e sete anos, quando estagiava pela primeira vez.
Desde então quantas lutas, e me veio a memória em especial a luta que sempre travei contra o cigarro desde o início. Eram campanhas e esclarecimentos, enfim. Passou um tempo e observava que estava diminuindo o número de jovens com cigarro na mão, em compensação passei a ouvir sobre os usuários de maconha. Nova luta e pensava que era melhor que usassem o cigarro e não a maconha. Em pouco tempo novas drogas e sempre mais devastadoras. Quando ouvi falar na cocaína e seus malefícios, pensava que seria melhor então que usassem a maconha. Agora penso quem sabe não seria menos mal usar a cocaína ao invés do crack.
Penso também que na realidade alimentamos um monstro, pensando em destruí-lo damos cada vez mais condições para que se fortaleça. Enquanto adormece está se alimentando para voltar com as forças redobradas.
Enquanto pensava sobre isto preparava minhas crianças para o dia das mães.
A homenagem realizada às mães pela minha escola, foi um momento de reabastecimento do otimismo, este que teima em me abandonar e deixa no lugar o negativismo. Mas sentir a emoção das mães ao receberem homenagens simples feitas pelos seus filhos, acendeu uma luz de que nem tudo está perdido, enquanto houver o amor de mãe e filhos, haverá soluções para os problemas do mundo. Senti também a importância da escola em promover momentos como estes de reflexão para o papel de mães que as mulheres desempenham, com muitas falhas claro, mais por falta de esclarecimentos do que por falta de amor.

Um comentário:

Rosângela disse...

Oi Cristina,

Gostaria que trouxesses mais elementos sobre a atividade que vocês realizaram com as mães para que eu possa compreender "o momento de reflexões que a escola promoveu".
Ainda que tua postagem se caracteriza como um desabafo, senti falta de um olhar mais voltado para a educação, ou seja, em medida a escola pode ajudar as crianças e jovens a desviarem-se do caminho das drogas?
O amor dos pais certamente é fundamental, mas por amar demais também erramos, pecamos. O equilíbro entre amor, compreensão, autoridade...deve estar sempre presente, tanto na família quanto na escola. Sem dúvida, não é uma tarefa fácil, especialmente porque somos seres únicos, diferentes e temos modos diferentes de reagir ao afeto e aos conflitos.

Seguimos conversando!
Beijos, Rô Leffa